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Conexão
Brasil
julho
de 2007
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Osho
e sua "comuna"
Nesta seção estamos
apresentando vários trechos de falas do Osho a respeito da
sua comuna. Alguns enfoques podem parecer diferentes, mas
isto é conseqüência de serem falas em épocas
distintas, cada uma abordando sua comuna em momentos
diferentes. Convidamos todos a mergulhar
um pouco mais e verificar os toques profundos que ele está nos
dando por trás de todas essas aparentes diferenças.
"Na
tradição de Buda existem três famosos refúgios: Buddham
sharanam gachchhami: eu vou aos pés de Buda, eu me
entrego a Buda; Sangham sharanam gachchhami: eu vou
aos pés da comuna, eu me entrego ao campo de energia búdica;
Dhammam sharanam gachchhami: eu me entrego à lei
maior que é personificada por Buda e que é buscada pela
comuna, a qual já se tornou real em Buda e é uma busca na
comuna. Essas são as três coisas mais importantes para um
buscador: o mestre, a comuna e o dhama, Tao, logos, a lei
maior(...)
O mestre
é uma força tão magnética, que a sua entrega ao mestre
se torna a sua proteção, por isto ela é chamada de refúgio.
Então você fica seguro, você está guardado, está
protegido. Então, as suas mãos estão naquelas mãos que
sabem aonde levá-lo, que direção dar a você.
A
segunda coisa é a comuna. Cada Buda cria uma comuna, porque
sem uma comuna o trabalho de um Buda não pode acontecer. A
comuna significa o seu campo de energia, uma comuna
significa as pessoas que se juntaram a ele, a comuna
significa uma sociedade alternativa à sociedade mundana
comum que vive atrás de falsos consolos, que está aí
disponível para todos.
Um
pequeno oásis no deserto do mundo é o que significa uma
comuna criada por um Buda. Um pequeno oásis no qual a vida
é vivida com uma gestalt totalmente diferente, com uma visão
totalmente diferente e com objetivos totalmente diferentes;
onde a vida é vivida com propósito, significado; onde a
vida é vivida com método, embora para os de fora ela possa
parecer loucura, essa loucura tem um método em si; onde a
vida é vivida cheia de prece, alerta, consciência,
despertar; onde a vida não é apenas acidental; onde a vida
começa a se tornar mais e mais um crescimento numa certa
direção, num certo destino, onde a vida não é mais
levada a esmo pela correnteza.
E a
terceira é o dhamma. Dhamma significa verdade. Buda
representa o dhamma de duas maneiras: uma, através de sua
comunicação verbal, e outra, através de sua presença,
através de seu silêncio, através de sua comunicação não-verbal.”
Osho - The Book of Wisdom – cap. 17
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“Buda chamou
sua comuna de Sangha. Buda disse aos seus discípulos para
buscarem por três refúgios. Quando alguém vem para se entregar,
ele tem que se entregar a três coisas. Ele diz, ‘Eu me entrego
ao Buda, eu me entrego à sangha, eu me entrego ao Dhamma’. Buda
é a presença viva aqui e agora, Mas ele não estará aqui
sempre. Mais cedo ou mais tarde ele desaparecerá, assim como uma
vela desaparece e você não consegue descobrir para onde a chama
se foi. O Buda desaparecerá, este corpo não pode contê-lo por
muito tempo porque o corpo é mortal, mas ele é imortal. O veículo
é fraco, não consegue permanecer por muito tempo. Mais cedo ou
mais tarde o corpo irá tombar e a chama irá desaparecer. Então,
a quem você irá se entregar? Então Buda disse, ‘eu estou
criando a comuna, a sangha.’
Sangha é uma
comunidade daqueles que vivem com a mesma atitude, que vivem uma
vida em comum, que estão em comunhão uns com os outros. É uma
comuna, uma comunidade de buscadores no mesmo caminho, uma
comunidade daqueles que têm estado em amor para com um mesmo
Buda, aqueles cujo amor os mantém juntos.
A comuna é um
grupo. Quando o Buda está ali, você pode olhar para ele, ele
pode ser útil, pode guiá-lo, ele pode tirar de você a sua miséria
e escuridão – mas quando ele se vai, então existe apenas uma
possibilidade: vocês devem se juntar para se ajudarem uns aos
outros. Alguns poucos estarão à frente, outros nem tanto. Uns
poucos retardatários estarão lá atrás, uns poucos estarão forçando
a marcha, outros estarão dormindo profundamente, mas se existir
uma comuna, então aqueles retardatários poderão também ser
ajudados. A comunidade poderá cuidar deles, poderá pensar neles,
amá-los, ajudá-los e guiá-los. Quando um Buda está vivo não há
necessidade, mas quando o Buda se vai, a comuna é o único refúgio.
Jesus estava
criando uma comunidade. Tal comunidade não é a Igreja,
lembre-se. A comunidade não é uma seita. Esta comunidade é uma
família de companheiros de busca, não de companheiros de crença.
Quando você crê, a comunidade se torna uma seita. Quando você
busca, então há uma comuna. A comuna é um fenômeno vivo
daqueles que estão buscando juntos e ajudando uns aos outros.
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Uma parábola
indiana conta que aconteceu um grande incêndio na floresta. Dois
homens estavam desamparados no meio da floresta, sem conseguir
sair dela, porque um era cego e o outro era aleijado nas pernas. O
aleijado conseguia ver, mas não conseguia correr. O cego podia
correr rapidamente, mas não conseguia ver. Então eles formaram
uma comunidade. Eles conversaram entre si e disseram, ‘nós
podemos ajudar um ao outro.’ Assim, o homem cego colocou o
aleijado sobre seus ombros. Eles se tornaram um homem. O cego
podia caminhar e o aleijado podia ver. Eles ajudaram um ao outro.
Eles saíram do fogo e se salvaram. Separados, eles teriam
morrido, juntos eles encontraram um jeito de sair.
Uma comuna é
uma comunidade de pessoas cegas e pessoas aleijadas. Quando um
Buda está ali, não há necessidade. Mas quando o Buda se vai, o
mestre se vai, a fonte viva desaparece. Toda a floresta está em
chamas, mas em todo lugar existe escuridão. Alguém é aleijado e
alguém é cego, em cada um falta alguma coisa. Mas todo mundo tem
alguma coisa. Então a comuna pode surgir. Esta é a família de
Jesus, ele diz.”
Osho – Come Follow to You – vol. 2 - cap 5
“Este é o
significado de uma comuna espiritual: ‘Encontre amigos que
amem a verdade’ – porque sozinho você pode não ser capaz
de reunir muita coragem para entrar no mar sem mapas. Mas quando
você vê tantas pessoas indo, uma coragem pode surgir em seu
coração. Ela está ali, deitada adormecida, e pode ser
ativada. Por isto uma comuna é necessária. Buda criou uma
Sangha, uma comuna, onde os buscadores podiam se reunir, onde os
amantes da verdade podiam dar as mãos, uns aos outros, onde os
meditadores podiam compartilhar suas experiências com os
demais, onde as pessoas podiam sentir que elas não estavam sós,
onde elas podiam criar uma sociedade alternativa.
E é
exatamente isto o que eu estou tentando fazer aqui: criar uma
sociedade alternativa – a sociedade dos amigos da verdade, a
sociedade dos buscadores, a sociedade das pessoas que podem
sentir uma profunda comunhão com cada um dos demais, de amor,
de confiança, porque esta será uma longa e árdua jornada, e
vocês terão que passar por muitos desertos, muitas montanhas e
oceanos.
Sozinho você
pode não ser capaz de reunir tanta coragem, sozinho você pode
se sentir sem esperanças. Mas, quando você vê tantas pessoas
dançando, cantando, curtindo sua jornada, uma grande coragem
surge em seu coração, uma grande confiança surge dentro de
você. Você se torna confiante de que nesta vida é possível
ser um Buda.
Não procure
por pessoas que não estão interessadas na verdade.
Evite
pessoas que são indiferentes à verdade, porque elas estão
desperdiçando suas vidas. Para estar com elas você terá que
ser como elas. Encontre pessoas que estão tendo um romance com
a existência. Isto ajudará a sua busca tremendamente, você
será imensamente beneficiado.
E quando você
encontrar um mestre, um Buda, quando você encontrar uma
comunidade de buscadores da verdade, uma sangha, então beba
profundamente, não seja miserável, não segure nada. Você tem
estado com sede por muitas vidas. Quando o tempo chegar, não
permita que os velhos hábitos o impeçam – beba
profundamente, sem hesitar, corajosamente. Vá em frente!”
Osho - The Dhammapada – The Way of the Buddha – vol. 3 – cap. 1
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“É fácil
sentir amor por mim. Não é algo grandioso de sua parte. É fácil
sentir confiança e se entregar, mas isto não irá ajudá-lo.
Na comuna,
quando você cruza com pessoas exatamente como você e tem que
confiar nelas, tem que amá-las, tem que ter uma atitude de
entrega – não com um jeito de briga, não competitivo, mas
pronto para se fundir com elas – isto é difícil. Mas você
tem que assumir esse desafio. A não ser que você assuma esse
desafio, você não conseguirá chegar perto de mim.
Essas
pessoas são os meus artifícios, a comuna é um artifício.
Essas pessoas são tão frágeis como você, tão fracas, tão
raivosas, tão ciumentas, se aborrecem e se irritam rapidamente
sem motivo algum. Fica difícil para você sentir amor por elas.
Mas este é o teste. Apesar delas, a força de seu amor tem que
crescer dentro de você.
Você
consegue me amar porque eu não lhe trago nenhum problema. Mas
isto não demonstra que seu amor está crescendo dentro de você.
O seu amor e sua confiança têm que se tornar mais fortes -
mesmo para com aqueles que não merecem confiança. Isto não
importa, não são eles que estão sendo considerados; você é
que está. Apesar de todos os bloqueios deles, de todos os obstáculos,
ainda continue amando. A não ser que você passe por todos
esses testes na comuna, você nunca será capaz de me amar.
Estes são os passos para se chegar ao meu templo.
Tem sido
sempre fácil para as pessoas amarem e se dedicarem aos santos e
sábios mortos, porque eles não criam nenhum problema para vocês.
Eles estão tão distantes – Jesus, Krishna, Buda, eles estão
tão longe que não criarão nenhum problema para você. Eles não
vão tomar a sua namorada. É muito fácil colocar algumas rosas
nos pés de uma estátua de Goutama Buda. Mas o teste verdadeiro
é com pessoas que são como você, que estão atravessando os
mesmos bloqueios. Você é um bloqueio para elas e elas são um
bloqueio para você. A comuna é um grande artifício. Todo
mundo é um bloqueio para todo mundo. Assim, cinco mil obstáculos
- naturalmente você sente que isto é difícil.
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Alguém toma
a sua namorada, daí alguma mulher pega você. Sendo um
cavalheiro, você não pode lhe dizer não. Sendo um homem, você
não pode lhe dizer, ‘Eu estou com dor de cabeça.’ A sua
namorada se foi e esta mulher está sentada no seu colo.
Uma estranha
comuna: todo mundo é um obstáculo para todo mundo. E eles estão
perfeitamente treinados, eles estão fazendo um grande trabalho.
Assim, ultrapassar este oceano de cinco mil pessoas e ainda
continuar amando e confiando... Mas, esta é a única maneira de
chegar perto de mim. Sem este fogo você nunca se tornará um
ouro verdadeiro.”
Osho - From Bondage to Freedom – cap. 32 – pergunta 4
“(...) Eu sempre quis que o meu
povo ficasse no mundo, vindo a mim ocasionalmente, ficando comigo,
refrigerando-se, depois voltando para o mundo, porque o mundo tem
que ser mudado. Nós não somos aqueles que renunciam ao mundo.
Todas a religiões andaram ensinando:
‘Renunciem ao mundo.’
Eu lhes ensino transformem o mundo.
(...)
Ora, este mundo não é para ser
renunciado. Há gente bonita, há gente imensamente capaz; essas
pessoas jamais se encontraram com uma pessoa que pudesse ter
disparado um processo de mutação em suas vidas.
Dessa forma, a minha idéia sempre foi esta:
venha a mim sempre que você sentir que ‘talvez eu esteja
vivendo uma ilusão.’ Então venha e apenas toque-me. Deixe o
seu ser encharcar-se da minha presença, do meu amor, de modo que
você possa readquirir confiança, coragem e possa voltar para o
mundo.
Mas o mundo está onde está o
trabalho. Isto aqui é uma escola de mistério.
Nós preparamos as pessoas para enviá-las
para mudar o mundo.
Esta foi desde o início a minha idéia
de uma comuna, mas como eu estava em silêncio e em isolamento, as
coisas não correram de acordo com a minha idéia. A comuna ao invés
de tornar-se um lugar de descanso, um lugar de férias, tornou-se
exatamente um outro mundo de trabalho, de hierarquia, de
burocracia. Todas aquelas coisas que queríamos mudar,
desenvolveram-se dentro da própria comuna.
Assim, na minha nova fase de trabalho
haverá uma escola de mistérios. Ela viverá como uma comuna, mas
as pessoas estarão em transformação. As pessoas virão quando
puderem, quando precisarem. Haverá um certo número de pessoas
que será permanente, para cuidar de todos os visitantes. Mas a
comuna será um lugar de continua peregrinação – onde você
aprende alguma coisa e volta para o mundo.
Nós não somos os renunciadores, nós
somos os revolucionários.
Queremos mudar o mundo todo
E, ao mudar o mundo, vocês mudarão
a si mesmos. Vocês não podem mudar nada mais, a menos que passem
através da mudança simultaneamente.
Assim, por um aspecto, seria uma
perda se vocês ficassem comigo continuamente... Vocês são
humanos, e é um erro humano a pessoa começar a tomar as coisas
como garantidas. Eu estou disponível. (...)
No
que diz respeito ao relacionamento comigo, nem vocês existem para
sempre, nem eu existo para sempre. Mas você pode tomar isto como
garantia e, pouco a pouco, uma névoa envolve a sua mente. Ao invés
de minha presença, existe uma névoa – que o separa, que não o
conecta.
Esta foi a coisa mais desastrosa que
aconteceu na comuna. As pessoas estavam comigo, mas elas criaram
uma névoa ao redor delas mesmas. Visto do lado de fora,
fisicamente elas estavam próximas, mas, espiritualmente elas
tinham ido para bem longe.
Em segundo lugar, quando cinco mil ou
dez mil pessoas começam a viver numa comuna, toda a orientação
delas – o porquê foram para lá - muda sem o conhecimento delas
mesmas. Elas tinham ido para meditar, para estar comigo, para
ficar tanto quanto possível abertas e disponíveis à minha
experiência... para desfrutar, relaxar, cantar, dançar,
extasiarem-se. Vieram todas para isso.
Mas quando dez mil pessoas têm que
viver juntas, é necessário fazer casas, fazer estradas, preparar
a comida, preparar roupas, mil e uma coisas são necessárias,
elas vão gastando todo o seu tempo. Devagar, aos poucos você se
esquece completamente da verdadeira razão pela qual você chegou.
Você vai entrando noutras coisas, e a intenção original fica
completamente esquecida.
Atualmente eu estou trabalhando de
modo totalmente diferente, de tal modo que essas duas coisas
possam ser evitadas.
Por mim, eu quero sempre estar num
feriado.
Por mim, eu sempre quero significar
nada, exceto êxtase, música, dança. É bom ficar somente por
alguns dias comigo e depois voltar para o mundo. Leve a música,
leve o êxtase com você, espalhe-o, e quando quer que você sinta
sede, volte outra vez.
Assim, será uma escola mundial de
misticismo, aonde as pessoas estarão vindo e indo, levando a
mensagem a todos os cantos e recantos do mundo. E eu não os quero
associados de modo algum a coisa alguma... fazendo estradas,
fazendo casas, fazendo represas – tudo isto é pura tolice!
Eu simplesmente quero que se lembrem
de mim como uma flor, uma fragrância, uma chama, uma luz;
associem-me a essas coisas. Este vai ser o propósito da nova
escola de mistérios. Eu preferiria chamá-la de ‘Escola de Mistérios’
ao invés de ‘Comuna’, porque este nome ficou ligado com a
comuna que tivemos. (...)
Deste modo evitaremos a coisa mais básica:
que a pessoa me tome como garantia. E a segunda coisa: que ela não
se esqueça de sua intenção básica ao vir a mim.”
Osho – Além
da Psicologia – Cap. 17
Publicado em
português pela Devantar Editora. Edição esgotada. Tradução Ma
Anand Samashti e Sw, Prem Abodha
Osho,
Eu venho de uma de suas comunas na Europa,
e sinto que aqui tudo é mais intenso e mais relaxado. Existe
alguma diferença entre esta comuna e as outras comunas ao redor
do mundo?
“Não existe
diferença alguma;
Todo
sannyasin, onde estiver, ele tem uma conexão comigo de coração
a coração.
Este é todo o
significado do sannyas.
Sannyas não
é uma convicção intelectual. É um tipo de caso amoroso. Assim,
não interessa onde você está. A pergunta é importante. Eu
certamente estou aqui. Isto faz um pouco de diferença para as
pessoas desta comuna. Eu continuo martelando nelas por vida total
e intensiva, por alegria, por dança por canção – de manhã e
tarde, cinco horas continuamente.
Nas outras
comunas eu não estou fisicamente presente, mas o que eu estou
dizendo aqui, alcança todo o mundo em dois dias, todas as
comunas. Eles terão os vídeos, as fitas. A distância não faz
qualquer diferença. Eles têm que entender que o que eu estou
dizendo não é apenas para as pessoas desta comuna, mas sim
endereçado a todos os sannyasins onde quer que eles estejam.”
From Death to Deathlessness – cap. 35 – perg. 3
“Cada um de
meus sannyasins carrega algo de mim; cada um de meus sannyasins se
torna uma parte minha, espiritualmente, fisicamente, de toda
maneira possível. Meus sannyasins não são crentes, eles estão
num caso de amor. Isto é um fenômeno louco. Assim, sempre que
meus sannyasins se encontram, a minha presença é sentida; sempre
que meus sannyasins celebram, minha mensagem é realizada, porque
celebração é a minha mensagem.
Curtam!
Cantem! Dancem!
Dancem tão
totalmente que seus egos se dissolvam e desapareçam.
Dance tão
totalmente que o dançarino não esteja mais aí, mas somente a
dança permaneça. Então você me encontrará em qualquer lugar
que estiver.
E agora tem
que ser um fato conhecido e reconhecido que meu Buddhafield não
vai ficar confinado a um pequeno lugar onde estou vivendo com
alguns milhares de sannyasins. Todas as pequenas comunas, ashrans
e centros, ao redor do mundo se tornarão pequenos buddhafields. Nós
temos que preencher toda a terra com buddhafields. Nós temos que
criar uma corrente de buddhafields. E isto pode ser feito. Se você
pegar um pouco da minha alegria, do meu amor e do meu riso e levar
com você aonde você for, a fragrância do buddhafield estará
indo junto. Você estará levando as sementes.
Os cientistas
dizem que no começo somente uma semente deve ter alcançado a
terra, por alguma coincidência – talvez uma colisão de
estrelas, a explosão de um astro. Uma semente, e toda a terra
pouco a pouco se tornou verde. Uma semente é o suficiente para
transformar toda a terra num jardim.”
Osho – Come, Come, Yet Again Come – Cap. 14 – pergunta 3
"Para criar um
Buddhafield, o mestre tem que criar milhares de discípulos. Ele
tem que criar uma energia multidimensional na qual todos os tipos
de pessoas contribuem, colocam sua energia. Ele tem que fazer um
oceano de energia, tão tremendamente poderoso que quem entrar no
oceano, mais cedo ou mais tarde, vai ser transformado – algumas
vezes apesar dele mesmo, outras vezes sem mesmo saber o que está
acontecendo.
É fácil
acontecer com um mestre. É ainda mais fácil acontecer com um
mestre que tem um Buddhafield. E meu esforço é para criar o
Buddhafield não apenas aqui, mas criar pequenos oásis por todo o
mundo. Eu não gostaria de confinar esta tremenda possibilidade
apenas a esta pequena comuna. Esta comuna será a fonte, mas haverá
ramificações por todo o mundo. Ela será a raiz, mas vai se
transformar numa grande árvore. Ela vai alcançar todos os
paises, e todas as pessoais potenciais. Nós criaremos pequenos oásis,
nós temos que criar pequenas comunas e centros ao redor de todo o
mundo."
Osho – The Dhammapada – The Way of the Buddha – cap. 6 – pergunta
4
Nota:
Com exceção do texto extraído do livro Além da Psicologia, os
demais textos foram traduzidos por Sw. Bodhi Champak
Copyright
© 2006 OSHO INTERNATIONAL FOUNDATION, Suiça.
Todos
os direitos reservados
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