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Conexão
Brasil
agosto
de 2007
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Osho
fala sobre o Sannyas
Nesta seção estamos
apresentando a tradução dos vários trechos de falas do Osho a respeito
do Sannyas constantes do site www.neosannyas.org
. Este é o novo site destinado às pessoas interessadas em
se tornar sannyasins.
“Olhar
a vida do ponto de vista da auto-ignorância é sansara,
o mundo. Olhar a vida do ponto de vista do autoconhecimento
é sannyas.
Conseqüentemente, sempre que alguém me diz que tomou
sannyas, me parece muito falso. Este ‘tomar’ o sannyas dá
a impressão de que é um ato antagônico contra o mundo.
Pode o sannyas ser tomado? Pode alguém dizer que
‘tomou’ o saber? E um saber que possa ser tomado, será
um verdadeiro saber? Um sannyas que é tomado, não é
sannyas.
Você não pode se cobrir com um manto da verdade. A verdade
tem que ser despertada dentro de você. O sannyas nasce. Ele
chega através da compreensão e com tal compreensão nós
vamos sendo transformados. Na medida em que nossa compreensão
muda, a nossa visão muda e o nosso comportamento é
transformado sem qualquer esforço. O mundo permanece onde
ele está, mas o sannyas gradualmente nasce dentro de nós.
Sannyas é a consciência de que ‘Eu não sou apenas o
corpo, eu também sou a alma.’ Com este saber, a ignorância
e os apegos dentro de nós são abandonados. O mundo estava
do lado de fora e ele ainda continua lá, mas dentro de nós
haverá uma ausência de apegos a ele. Em outras palavras, não
haverá nenhum mundo, nenhuma sansara dentro de nós”.
Osho, The
Perfect Way, Número 3
“A
‘porta de entrada’ para o sannyas estava lá, mas a
‘porta de saída’ estava faltando. Podia-se entrar, mas
não se podia sair. Mesmo um céu, onde não haja porta de
saída, pode se tornar um inferno – ele se torna uma prisão,
um cárcere. Você pode dizer, ‘De maneira alguma, se
algum sannyasin realmente quisesse deixar (o sannyas), o que
os outros poderiam fazer? Ele poderia deixar.’ Mas você o
condenaria, o insultaria – haveria uma condenação por trás
disso.
É por isso que criamos um estratagema pelo qual sempre que
alguém toma sannyas, nós fazemos uma grande publicidade e
pompa para expor a todos ao redor; sempre que alguém toma
sannyas, nós tocamos muitas músicas cerimoniais. Sempre
que alguém toma sannyas, nos o cobrimos com coroas de
flores e guirlandas, o enaltecemos, condecoramos e lhe
demonstramos grande respeito. Nós o satisfazemos com uma
demonstração exuberante, como se estivesse acontecendo um
grande evento. Mas existe um outro lado nessa demonstração.
Este sannyasin não sabe que se ele pedir para se retirar
amanhã, então, da mesma forma como ele está sendo coberto
com guirlandas hoje, pedras e sapatos lhe serão atirados. E
isso será feito por ninguém mais que essas mesmas pessoas.
Na verdade, ao
cobrir-lhe com guirlandas, essas pessoas estão lhe avisando
para nunca se retirar. Caso contrário, da mesma maneira
como você está sendo enaltecido, os insultos estarão lhe
esperando. Esta é uma situação muito perigosa. Por causa
disto, muitas pessoas que poderiam ter saboreado a alegria
do sannyas, permaneceram tolhidas dele. Quem
sabe? Elas nunca poderiam decidir aquilo por toda a vida... Decidir um compromisso por toda a vida é
uma coisa muito grande, é uma questão muito difícil. Além
disso, nós não temos direito de decidir.
Assim,
a minha visão é que o sannyas é sempre periódico. Você
pode se retirar dele a qualquer momento. Quem pode obstruir
o seu caminho? Você tomou sannyas e agora o está deixando.
Exceto você, não há outro juiz nesse caso. Apenas você
é o fator decisivo nisto e esta é a sua própria decisão.
Isto não interessa a mais ninguém e não é requerida a
aprovação de mais ninguém. O sannyas é individual, é a
decisão da própria pessoa. Toma-se ele hoje e abandona-se
ele amanhã. Não é para se esperar que alguém seja
elogiado quando toma sannyas, nem que seja condenado quando
o abandona. Isto não é assunto seu.
Ao mesmo tempo, lembre-se, até agora o sannyas tem sido
sempre relacionado com algum mestre: algum mestre dá a
iniciação. O sannyas não é algo que alguma outra pessoa
possa dar a você. O sannyas é algo que se toma, mas ninguém
pode dá-lo. Ou, melhor dizendo, exceto a própria existência,
quem mais pode dar sannyas? Se alguém vem até a mim e diz,
‘Por favor, me dê a iniciação,’ eu lhe digo, ‘Como
posso eu lhe dar a iniação? Eu posso apenas ser uma
testemunha. A iniciação você a toma do divino; a iniciação
você a toma da própria existência; eu, no máximo, posso
ser uma testemunha disso, de que estava presente quando esse
fenômeno aconteceu. Nada existe além disto. Um sannyas
apegado a um mestre tende a se tornar sectário. Um sannyas
apegado a um mestre nunca pode trazer liberdade, ele irá
trazer apenas prisão...
Eu não serei o mestre deles, mas apenas uma testemunha da
iniciação deles no sannyas. Na verdade, o sannyas será
uma questão de um relacionamento direto entre eles e a
existência. Não haverá qualquer ritual para iniciação
no sannyas, de modo que a pessoa não tenha qualquer
dificuldade em deixá-lo quando ela quiser...
Quando eu disse ‘meus sannyasins’ não foi uma distração.
O meu falar é diferente, eu dificilmente me distraio. Na
primeira vez que um amigo disse, ‘seus sannyasins’, eu
neguei e disse, ‘não diga meus.’ Mas minha intensão
era diferente. A intenção era perguntar, ‘como um
sannyasin pode ser meu? Mas quando eu voltei a dizer isso
novamente, não era uma distração. Eu disse ‘meus
sannyasins’. O sannyasin não pode ser meu, mas certamente
eu posso pertencer aos sannyasins”.
Osho,
Ao seu redor, não
irá mais uma vez desenvolver-se uma seita?
“Não,
uma seita não irá se desenvolver. Ela não irá se
desenvolver porque para isso existem alguns poucos pré-requisitos
essenciais.
Um, é preciso um mestre, são necessárias as escrituras e
as doutrinas, e também alguns adjetivos. E não apenas
isto, é também necessário ter a insistência de que
qualquer outra coisa que exista além disto, diferente
disto, fora disto, está totalmente errado e somente isto
está absolutamente certo.
Não, eu estou dizendo que chamo sannyasin a alguém que é
sem qualquer adjetivo. E é difícil formar uma seita sem
adjetivos. Uma seita não pode ser formada sem adjetivos. Eu
estou chamando sannyasin a alguém que não pertence a
religião alguma. Como você pode formar uma seita sem uma
religião? Eu estou chamando sannyasin a alguém que não
tem qualquer escritura religiosa, que não tem qualquer
mestre religioso, que não tem templo, nem mosteiro, nem
igreja, nem gurudwara (templo sikhi). Assim é difícil se
formar uma seita.
Nós devemos nos esforçar para que nenhuma seita se forme,
porque as seitas têm causado mais dano à religiosidade do
que qualquer outra coisa. A irreligiosidade não tem feito
tanto mal à religiosidade quanto as seitas.
Osho,
Krishna: The Man and His Philosophy, Número 22
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“Sannyas
significa coragem, mais do que qualquer outra coisa, porque ele é
uma declaração de sua individualidade, de sua liberdade, de que
você não será mais parte da loucura coletiva, da psicologia
coletiva. Ele é uma declaração de que você está se tornando
universal; você não pertence mais a país algum, a igreja
alguma, a raça alguma, a religião alguma.
Osho, Finger
Pointing to the Moon, Número 7
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“Isto
é o que significa quando eu digo: ‘Seja um sannyasin.
Simplesmente seja.’
Seu robe ocre, seu mala – essas são as regras. Isto é um jogo.
Isto não é o que eu quero dizer quando digo sannyas verdadeiro.
Mas, você está tão acostumado a jogos que, antes que eu o leve
a uma vida sem regras, no período transitório, você precisará
de regras. Movendo-se deste mundo de regras e de jogos para um
mundo sem regras e sem jogos, uma ponte tem que ser atravessada.
Suas roupas laranja e seu mala são apenas para este período
transitório. Você não consegue abandonar as regras
imediatamente, assim eu lhe dei novas regras. Mas esteja
totalmente alerta de que seus robes não são o seu sannyas, o seu
mala não é o seu sannyas, o seu novo nome não é o seu sannyas.
O sannyas estará ali quando não existir mais nome, quando você
se tornar sem nome. Então não haverá regra alguma. Então, você
será tão comum, você não será reconhecido”.
Osho, A
Bird on the Wing, Número 9
“Você
não pertence a lugar algum – esta é a realidade. Todo anseio
por pertencer é enganoso. A própria idéia de pertencer cria
organizações; a própria idéia de pertencer cria a igreja –
porque você não consegue estar só, você quer embrenhar-se em
algum lugar numa multidão. Um sannyasin é alguém que aceitou a
sua solidão. Ela é fundamental, não pode ser afogada. Ao se
tornar um sannyasin, você não está se tornando parte de uma
certa organização – isto não é uma organização, de jeito
algum. Por se tornar um sannyasin, você está se tornando
corajoso suficiente para aceitar um certo fato: que o homem existe
em solidão. E isto é tão fundamental que não existe jeito de
escapar disto. Isto é tão fundamental quanto a morte. Na
verdade, a morte nada mais é do que lhe trazer a notícia de que
você esteve só e que agora está só”.
Osho, The
Divine Melody, Número 10
Osho,
Uma
querida amiga minha do Ocidente enviou-lhe uma carta pedindo um
nome sannyas e depois veio aqui, antes de receber uma resposta, e
tomou sannyas. O nome que lhe foi dado através da carta foi um
tipo de nome totalmente diferente do que você deu a ela aqui. Eu
fiquei muito perturbada quando ouvi isto, pois eu sempre pensei no
meu nome como sendo o meu caminho. Eu usava-o para me dar uma direção
quando eu estava confusa. Qual é realmente o significado do nome
que você nos dá?
“Veera,
toda vaca sagrada defeca. Não se deixe enganar pelos nomes. Você
sempre está querendo agarrar-se a alguma coisa, para fazer algo
grandioso a partir do nada. Os nomes que dou a vocês são apenas
como doces tolices de namorados. Não faça muito estardalhaço
com eles.
Na verdade, uma vez que eu lhe dei um nome, nunca venha depois me
perguntar novamente sobre o seu significado porque eu me esqueço.
Foi naquele momento que eu criei um significado para ele. Então,
como eu posso me lembrar? Eu já devo ter dado trinta mil nomes ou
mais.
Um nome é apenas um nome. Você é sem nome. Nome algum restringe
você, nenhum nome pode restringir você. Eles são apenas rótulos
para serem usados – utilitários, nada de espiritual neles. Mas
porque eu dou muita atenção ao seu nome e lhe explico, você
fica enganchado nele. Esta é apenas a minha maneira de demonstrar
minha atenção para com você, nada mais; apenas a minha maneira
de demonstrar meu amor por você, nada mais”.
Osho, The
Diamond Sutra, Número 10
“Eu
gostaria que meus sannyasins vivessem a vida em sua totalidade,
mas com uma condição absoluta, uma condição categórica: e
essa condição é consciência e meditação. Primeiro vá fundo
na meditação, de modo que você possa limpar a sua inconsciência
de todas as sementes venenosas, de modo que nada exista para ser
corrompido e nada exista dentro de você cujo poder possa trazê-lo
para fora. E a partir de então faça tudo o que tiver vontade de
fazer”.
Osho, The
Dhammapada: The Way of the Buddha, Vol. 6. Número 40
“O
professor, parecerá muito compassivo, porque ele lhe dará toda
orientação e assumirá toda a responsabilidade. Ele estará
mostrando a você o caminho; estará conduzindo-o no caminho, e
você terá apenas que seguir.
O mestre não está interessado em que você o siga. Não,
exatamente o contrário; você não deve segui-lo, caso contrário
irá deixar de se tornar você mesmo. Então o que ele faz? Na
verdade, todo o seu funcionamento é negativo. Ele destrói todas
as suas muletas e seus apoios. Ele o torna vulnerável a todo tipo
de medos, ansiedades, desafios. Isto é tudo negativo. No que diz
respeito à positividade, ele nada faz. Ele é apenas um espelho.
Ele permite que você se aproxime e veja a sua face em seu
espelho. Ele não quer que você o imite e se torne o seu rosto.
Ele quer que você olhe para ele. Ele não tem idéia alguma. Isto
significa que toda poeira do espelho já foi retirada. O seu
espelho está limpo. Você pode se aproximar e olhar, e irá
encontrar a sua face. O espelho simplesmente reflete, ele não é
um fazer, ele não é um ato.
Certamente o meu relacionamento com você é único. Em primeiro
lugar ele não é um relacionamento, pois que tipo de
relacionamento você pode ter com um espelho? Você pode olhar a
sua face e ficar agradecido, dizer obrigado – mas isto não é
um relacionamento. Que tipo de relacionamento o espelho pode ter
com você? Não existe possibilidade. O espelho está simplesmente
ali. Ele não se relaciona de maneira alguma possível, ele
simplesmente existe.
Por isso o relacionamento é único, pois se você for a outras
religiões, o mestre – o qual, em primeiro lugar, não é um
mestre, mas é assim chamado – o assim chamado mestre, terá mil
e uma exigências a serem satisfeitas porque ele irá fazer um
grande trabalho para você. Eu não estou fazendo coisa alguma
para você, por isso nada exijo de você. O ‘mestre’ terá
condições a serem preenchidas. Se você falhar no preenchimento
das condições, então a condenação, se você preencher as
condições, então o elogio, a recompensa.
Eu não posso condená-lo e não posso recompensá-lo – porque
eu não tenho quaisquer condições que tenham que ser preenchidas
por você. Ser meu discípulo é uma decisão sua. Isto nada tem a
ver comigo. Aceitar-me como seu mestre é sua decisão, nada tem a
ver comigo. Eu não estou procurando por convertidos; eu não sou
um missionário cristão. Eu não estou me esforçando para que as
pessoas se convertam à minha maneira de pensar, à minha maneira
de viver. Não, de jeito algum. Se fosse o contrário, nestes
trinta e cinco anos eu teria convertido milhões de pessoas sem
qualquer problema. Elas estavam prontas para serem convertidas; eu
não estava pronto para converter.
Esta é a sua decisão. Lembre-se sempre, o que quer que aconteça
aqui é sua decisão.
Se você é um sannyasin, esta é a sua decisão.
Se você abandonar o sannyas, esta é a sua decisão.
Se você tomá-lo de novo, esta é a sua decisão.
Eu deixo tudo por sua conta.
Assim, este é um relacionamento sem igual; ele tem absolutamente
apenas um lado; do meu lado não há qualquer relacionamento. Isto
tem que ficar inteiramente claro: de meu lado não há qualquer
relacionamento”.
Osho, From
Unconsciousness to Consciousness, Número 18
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“Assim,
isto foi uma necessidade absoluta, não havia outra maneira para
enlaçar o meu povo. Todo mundo já está dividido. Este não é
um mundo aberto: alguém é cristão, alguém é hindu, alguém
é muçulmano. É muito difícil encontrar uma pessoa que é
ninguém. Eu tive que encontrar o meu povo nesses rebanhos
fechados, mas para entrar em seus rebanhos eu tive que falar a
linguagem deles. Aos poucos eu abandonei a linguagem deles.
Proporcionalmente, minha mensagem foi se tornando mais clara e
fui abandonando aos poucos a linguagem deles.
E depois do meu sannyas, eu dei esse período de três anos, um
intervalo em que qualquer um que quisesse me deixar, poderia
deixar – porque eu não quero interferir na vida de ninguém.
Se eu puder melhorar, ótimo. Se eu não puder melhorar você e
o seu ser, então é melhor que se afaste de mim”.
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Osho, From
Personality to Individuality, Número 14
“Eu
não interrompi o movimento sannyas, eu impedi que ele se
tornasse uma religião. Um movimento é um fluxo, este é o
significado de movimento – ele está movendo, está crescendo.
Mas uma religião é morta – ela parou de se mover, parou de
crescer. Ela está morta. O único lugar para ela é o crematório...
Todo sacerdote ou sacerdotisa quer uma religião morta, porque
ela é previsível. Tudo é apenas um catecismo. Não há opinião,
nem evolução ou crescimento. Simplesmente veja o cristianismo:
dois mil anos se passaram – eles avançaram pelo menos uma
polegada além de Jesus Cristo? Vinte e cinco séculos se
passaram desde Buda – os budistas deram um simples passo à
frente? Isto é destruir o crescimento e a evolução.
Agora eu quero que meu povo permaneça aberto, vivo, crescendo,
sempre com frescor e renovado. Isto mantém um novo tipo de fenômeno
e religiosidade: nenhum rótulo preso a ele, porque todo rótulo
é cheio de pontos de parada. E eu não gosto de pontos de
parada nem mesmo de meio ponto. A vida está sempre em curso.
Eu retirei o mala. Ele tem significância na Índia, porque lá
as roupas vermelhas e o mala têm sido usados por milhares de
anos por todas as religiões como símbolo de um sannyasin. Eu
queria destruir essa idéia tradicional de sannyas, porque os
sannyasins têm que ser celibatários, não podem tocar uma
mulher, nem falar com ela. O sannyasin não pode nem se hospedar
numa casa de família, tem que ficar num templo. Ele tem que
comer somente uma vez por dia, tem que jejuar continuamente,
repetidas vezes. Ele tem que se torturar. Isto é uma doença.
Eu queria destruir esta imagem. Foi por isto que escolhi a cor
vermelha. E eu tive quase trezentos mil sannyasins na Índia. Os
meus sannyasins criaram tremendo problema entre os sannyasins
tradicionais, pois não havia como saber quem era quem. Meus
sannyasins andavam pela rua e as pessoas tocavam seus pés, não
sabendo que eles não eram celibatários; que tinham suas
namoradas. Eles comiam duas vezes por dia e comiam tudo que
fosse o melhor – não importava se eram italianos, chineses ou
japoneses. Essas pessoas pertencem ao século vinte e um, e os
antigos sannyasins ficaram com muita raiva porque eu destruí a
imagem deles. Com a nossa vinda para o Ocidente, agora, as
roupas vermelhas e o mala não são mais necessários, porque
aqui eles nunca foram símbolo de religião. Eles cumpriram sua
função na Índia. Eles mostraram que um sannyasin pode estar
com uma esposa, com filhos, que ele não precisa ser um parasita
da sociedade, que pode trabalhar, criar, ganhar seu dinheiro e não
precisa ser reverenciado.
E mais especificamente, você está agora mais liberado de todos
os símbolos externos. Tudo o que ficou é o centro essencial da
religiosidade, da jornada interior, que somente você pode
fazer. Eu não posso fazer isto por você, ninguém pode fazer
isto por você.
Assim, agora ficou apenas a qualidade essencial, a qualidade
mais fundamental da religiosidade: que é a meditação...
Agora você não tem mais qualquer símbolo externo, e isso é
bom, pois se quiser ser um sannyasin, somente uma coisa você
terá que se lembrar: como entrar na disciplina do testemunhar.
Se não for assim, existe a possibilidade de que usando roupas
vermelhas e o mala, você fique completamente satisfeito de que
é um sannyasin. Você não é. Roupas não fazem ninguém
mudar, nem o mala leva ninguém a passar por uma transformação.
Mas você pode enganar a si mesmo.
Agora eu estou tirando tudo isto de você, e deixando apenas uma
coisa simples. Você não conseguirá enganar: ou você faz ou não
faz. Sem fazer, você não é sannyasin. Assim o movimento
chegou ao seu mais puro estado, ao estágio mais essencial, ele
não foi abandonado”.
Osho,
From Bondage to Freedom, Número 17
“A
questão não é ser meu sannyasin, a questão é ser um
sannyasin.
“Para ser meu sannyasin certamente é preciso um certo
comprometimento, uma certa entrega. E eu não quero que você se
entregue a mim, ou que esteja comprometido comigo. Eu quero que
você se entregue à natureza e se comprometa com a existência.
Você não precisa ser meu sannyasin, você simplesmente tem que
ser um sannyasin – e esta é a única maneira de ser meu
sannyasin”.
Osho, Beyond
Psychology, Número 15
“Agora,
o sannyas será um movimento totalmente diferente: ele será
para buscadores mais autênticos.
Ele não será para quem só quer mudar a sociedade porque está
aborrecido com ela. Ele quer uma sociedade alternativa e por
isso se junta a uma comuna sannyas como sendo uma sociedade
alternativa – mas ele não tem nenhum desejo e nenhum anseio
pela verdade.
Só porque nesta sociedade as pessoas estão usando roupas
vermelhas – e ele não quer parecer desagradável, esquisito,
estranho – ele começa a usar roupas vermelhas e se torna um
sannyasin. Mas a realidade é que ele está apenas escapando do
mundão, onde ele estava completamente entediado e não tinha
outro lugar para ir. A comuna tornou-se um abrigo para todo tipo
de gente.
Agora, o sannyas será uma escola - uma escola de mistérios.
Somente aqueles que querem crescer e se transformar estarão se
juntando a ela. E existem milhões de pessoas que querem uma
consciência maior em seu ser, que sentem que estão sonolentos
e inconscientes.
Assim, não se preocupe se alguns sannyasins mais antigos
desaparecerem; outros novos, com sangue fresco estarão
chegando”.
Osho, The
Path of the Mystic, Número 37
Osho,
Você parou de iniciar pessoas no sannyas e criar discípulos?
Eu estou privado de me tornar seu discípulo?
“Um
discípulo não é feito, a pessoa tem que se tornar um. Quando
você ama alguém, primeiro lhe pede? Primeiro você pede
permissão à pessoa? O amor simplesmente acontece. Ele nem
obedece nem pede qualquer permissão, ele não acredita em
nenhum modo ou método.
O que é discipulado?
É o mais elevado e o mais profundo nome do amor. Se você quer
amar-me, como eu posso impedi-lo? Se os seus olhos se enchem de
lágrimas de amor por mim, como eu posso impedi-lo? E se você
mergulha naquilo que eu chamo meditação, como eu posso
impedi-lo? Qualquer um que queira se tornar um discípulo, ninguém
pode impedi-lo. E é por isto que abandonei todas as
formalidades que havia para alguém se tornar discípulo, porque
agora eu quero apenas aqueles que estão vindo em minha direção
por livre e espontânea vontade – não através de outra rota.
Agora, toda a responsabilidade é sua.
Por exemplo, nós ensinamos os alunos do primeiro grau (na Índia):
a é para apple, g é
para Ganesh. Na verdade, antigamente o g
era usado para Ganesh e agora é usado para gadha,
o jumento. Este é um estado secular. Aqui não é apropriado
que a palavra Ganesh apareça num livro escolar.
Mas nem Ganesh tem a ver com g nem Gadha.
Isto é apenas uma maneira de ensinar a uma pequena criança. A
criança acha o Ganesh ou o jumento mais
interessante. Ela não vai ter nenhum interesse pela letra g.
Pouco a pouco gadha será esquecido, Ganesh
será esquecido e somente o g permanecerá,
somente o g será usado.
Se você continuar tendo que ler a para apple
e g para Ganesh, com o tempo você
entrará na universidade e não haverá como estudar. Mesmo para
ler uma frase completa será impossível. E depois de lê-la
ficará difícil entender qual é o seu significado, pois quem
vai saber quantos jumentos, Ganesh e mangas haverá numa frase?
Existem desenhos nos livros escolares das crianças: desenhos
coloridos, grandes desenhos e umas poucas letras. E na medida em
que a criança passa para uma série mais adiantada, os desenhos
vão se tornando menores e as letras ocupam mais e mais espaços.
Aos poucos, os desenhos vão desaparecendo completamente e
somente as letras permanecem. Na universidade não existem
desenhos, apenas as letras, o akshar.
A nossa palavra akshar é também muito querida. Ela
significa aquilo que nunca pode ser destruído. Assim, Ganesha
pode ser destruído, gadhas pode ser destruído, mas o akshar
sempre permanecerá. Ele nunca cessa.
Assim, quando comecei, eu tive que iniciar as pessoas ao sannyas
e tive que fazer discípulos. Mas, por quanto tempo alguém
consegue brincar com a piada dos gadhas e Ganeshas;
maçãs e abacaxis? Agora, o sannyas amadureceu. Agora, as
formalidades não têm mais um lugar importante.
Agora, se você está nesse amor, torne-se um discípulo. Isto não
é algo nem mesmo para se falar a respeito. Agora, nem mesmo
precisa deixar que os outros saibam: se este é o seu
sentimento, seja um sannyasin. Agora, toda a responsabilidade é
sua. Este é o indício de ser maduro. Por quanto tempo eu
poderei caminhar ao seu lado, segurando suas mãos? Antes que
minhas mãos sejam removidas, eu mesmo tenho que largar as suas
mãos, de modo que você possa estar erguido sobre seus próprios
pés – confiando em suas próprias mãos, em sua própria
responsabilidade – e andar.
Não, não há necessidade alguma de você parar de se tornar um
discípulo. Nem alguém pode impedi-lo de se tornar um
sannyasin. Mas agora isto é sua decisão pessoal, de acordo com
a sede e o chamado de sua própria interioridade.
Eu estou com você, minhas bênçãos estão com você, mas
agora eu não lhe explicarei sobre o tornar-se um sannyasin nem
lhe pedirei para meditar. Agora, eu apenas explicarei isso: o
que é meditação. Se apenas isto puder desencadear uma sede em
você, então medite. Agora, eu não direi a você para amar. Eu
apenas descreverei o amor e tudo mais para você. Se nenhuma canção
crescer em seu coração – mesmo ouvindo a descrição única
e misteriosa do amor – então nada virá de você, nem mesmo
para cumprir um mandamento. E se uma canção crescer, então
isto não é uma questão de dar e receber: então você pode
ser um discípulo, pode meditar, pode se tornar um sannyasin,
então você pode alcançar a iluminação, pode alcançar o
tesouro supremo desta vida, aquilo que nós chamamos moksha,
a liberação suprema.
Mas, agora você tem que fazer tudo isto. Já se foram os dias
em que alguém lhe dava um empurrão por trás. Agora, você está
completamente livre. O seu próprio desejo, a sua própria
alegria, o seu próprio êxtase estão decidindo os fatores”.
Osho, The
Diamond Sword, Número 8
Osho,
Depois de anos estando junto a
você, eu estou familiarizado com a relação mestre-discípulo.
Por favor, você poderia comentar sobre a relação discípulo-discípulo?
“Não
existe tal coisa.
No passado, discípulos
criaram organizações. Esse era o relacionamento deles: que 'nós
somos cristãos', que 'nós somos muçulmanos', que 'nós
pertencemos a uma religião, a uma fé, e porque nós
pertencemos a uma fé, nós somos irmãos e irmãs. Nós
viveremos pela fé e morreremos pela fé’
Todas as organizações tiveram origem no relacionamento entre
discípulos.
Na verdade, dois discípulos não estão conectados um ao outro,
de jeito algum.
Cada discípulo está conectado com o mestre em sua
capacidade individual.
Um mestre pode estar conectado com milhões de discípulos, mas
a conexão é pessoal, não organizacional.
Discípulos não têm qualquer relacionamento. Sim, eles tem uma
certa 'amistosidade', uma certa amorosidade.
Eu estou evitando a palavra relacionamento porque ela é
comprometedora.
Eu não estou chamando isso nem mesmo de amizade, mas de
'amistosidade', porque eles são todos companheiros de viagem
seguindo no mesmo caminho, com amor ao mesmo mestre, mas eles se
relacionam através do mestre.
Eles não se relacionam um com o outro diretamente.
Essa foi a coisa mais infeliz no passado: discípulos
organizaram-se, relacionando-se, e todos eles eram ignorantes. E
pessoas ignorantes só conseguem criar mais chatice no mundo do
qualquer outra coisa. Todas as religiões têm feito exatamente
isso.
Meu povo está relacionado
comigo individualmente. E por eles estarem no mesmo caminho,
certamente eles se tornam conhecidos entre si. Uma
'amistosidade' surge, uma atmosfera amorosa, mas eu não quero
chamar isto de qualquer tipo de relacionamento.
Nós já temos sofrido demais
devido ao relacionamento direto de discípulos entre si, criando
religiões, seitas, cultos, e depois brigando. Eles não
conseguem fazer nada mais.
Pelo menos comigo, lembre-se disso, você não está se
relacionando com nenhum outro, de jeito algum.
Apenas uma 'amistosidade' líquida, não uma amizade sólida,
é suficiente e muito mais bela, sem qualquer possibilidade de
causar danos à humanidade no futuro”.
Osho, Beyond
Enlightenment, Número 2 |
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Certamente
a iniciação significa que você deu um passo dentro de uma
vida perigosa. Você me aceitou como seu amigo na escuridão e
me deu suas mãos com grande confiança. Mas eu nunca aceitei um
cheque assinado em branco e nunca usei ou mesmo interferi na
vida de quem quer que seja. Isto é apenas da sua parte – eu
estou totalmente fora disso. A iniciação é sua e é sua a
iniciativa de oferecer a sua vida para ser transformada. Toda a
ação e responsabilidade é sua”.
Osho, The
New Dawn, Número 30
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“Não
importa que você tenha se tornado um sannyasin; isto não vai
mudar coisa alguma, a não ser que o seu sannyas desencadeie um
estado meditativo em você.
Sem meditação não há sannyas.
Isto é apenas a sua consciência crescendo e se elevando –
pouco a pouco se movendo além da gravitação das coisas mais
baixas – e isto fará de você um sannyasin”.
Osho, The
Great Pilgramage, Número 11
“Um sannyasin
não precisa sê-lo oficialmente. Qualquer buscador, alguém em
busca da verdade é um sannyasin. E um sannyasin não precisa
ser meu. Um sannyasin não é um seguidor, mas no máximo um
companheiro de viagem. Se você está buscando e procurando pela
verdade, pelo sentido e significado da vida, isto é o
suficiente”.
Osho, Hari Om Tat Sat, Número 17
“O dia em que
você é iniciado no sannyas não é necessariamente o início
do sannyas. É apenas a sua indicação de que, ‘eu estou
querendo esperar que o sannyas aconteça para mim.’ Iniciação
é apenas você dizendo sim para a existência, e abrindo
todas as suas portas e janelas para que a brisa fresca e o sol
entrem e limpem você e o tornem parte do todo.
Algum dia o sannyas começará. Ele pode começar no momento da
iniciação, se a sua intensidade, integridade, se a sua confiança
e seu amor forem totais, mas raramente é assim. Sempre é
sessenta por cento, quarenta por cento, setenta ou trinta por
cento. Existem pessoas que têm noventa e nove por cento de
confiança, mas aquele um por cento de dúvida é suficiente
para impedir... Anos ou mesmo vidas. A não ser que você esteja
cem por cento aberto, a não ser que a palavra não tenha
sido abandonada de seu vocabulário, a grande revolução do
sannyas não acontecerá para você...
O sannyas precisa de um sim total e então ele pode
acontecer neste exato momento. Mas a sua pequena dúvida – ela
pode ser muito pequena – é como uma pequena areia em seus
olhos, e você não consegue abrir os olhos. Só um pequenino grão
de areia pode impedi-lo de ver todo este belo mundo. A dúvida
é exatamente como um pequenino grão de areia em seu olho
interior. Ele pode impedi-lo de ver o esplendor e a glória da
vida, o seu próprio potencial e suas próprias flores que têm
esperado por vidas para crescer e desabrochar, mas você não
lhes tem dado chance”.
Osho, Om Shantih Shantih Shantih,
Número 26
Osho,
Quais são os pré-requisitos para ser um discípulo?
Nenhum,
absolutamente.
Um coração aberto, um coração amoroso, uma profunda confiança
em si mesmo e nada mais é preciso. Você não tem que se
entregar a algum mestre, não tem que venerar algum Deus e nem
tem que fazer alguma prece para alguma hipotética divindade.
Você não tem que ir a templos e igrejas feitos pelo homem para
encontrar aquilo que está escondido dentro de você.
Um discípulo é a semente de um mestre. O discípulo também é
uma flor de lótus, apenas você está olhando para algum outro
lugar e não para dentro de si mesmo”.
Osho, Live Zen, Número 7
“Eu não quero
alguém sendo monge, eu quero que você esteja no mundo. A
meditação não precisa ser feita vinte e quatro horas por dia;
meditação é apenas um pequeno vislumbre – e depois vá
fazer o seu trabalho. Pouco a pouco, esse vislumbre começará a
irradiar em suas ações, em seus silêncios, em suas canções,
em suas danças.
Não há necessidade alguma de desperdiçar vinte e quatro horas
e tornar-se um parasita. E quando você se torna um parasita da
sociedade, não pode se rebelar contra ela. Você não pode
dizer uma simples coisa contra qualquer superstição.
O meu povo pode ser sannyasin e ao mesmo tempo totalmente
rebelde, porque não depende de ninguém. A meditação deles é
uma questão pessoal”.
Osho, The Buddha: The Emptiness of the
Heart, Número 6
“O sannyas não
precisa ser uma coisa externa, apenas o anseio por ele já é o
bastante”.
Osho, Christianity: The Deadliest
Poison, Número 7
Osho,
Bem, o que significará ser um sannyasin no futuro, deste dia em
diante?
“Desta data em
diante, ser um sannyasin simplesmente significará que ele está
iniciado nas técnicas de meditação aqui, e que faz um
compromisso consigo mesmo de que seguirá o caminho.
Mas, isto será individual, só. Ele será responsável por si
mesmo. (O sannyas) não será uma coletividade, uma congregação”.
Osho, The Last Testament, Vol. 3,
Número 8
“Sannyas
simplesmente significa que eles aceitaram um caminho de meditação
e uma vida de alegria e contentamento. É aceitar criar sua vida
em felicidade. Assim, o sannyas é uma coisa totalmente
diferente. Os sannyasins continuarão. Eu dispensei todos os símbolos
externos dos sannyasins. Se eles quiserem mantê-los, isso é
com eles. Da minha parte, eu dispensei. Eles não precisam de
qualquer mala. Eles não precisam de roupas vermelhas. Tudo o
que eu gostaria - o meu conselho para eles - é que se você é
um sannyasin, a meditação é a única coisa essencial que você
deve carregar”.
Osho, The Last Testament, Vol. 3
– Número 11
“Eu tirei dos
sannyasins tudo o que fazia deles distintos. Eu lhes disse,
‘Agora, não é necessário usar roupas vermelhas. Todas as
cores são nossas. Não há necessidade de usar um mala com
minha foto, porque eu não sou seu salvador ou profeta ou
mensageiro.’
Eu não tenho Deus algum para oferecer a você. Eu apenas posso
lhe oferecer a ciência do conhecer a si mesmo. Assim, você
simplesmente tem que entender que sou apenas um amigo, não mais
que isto. Eu sou um entre vocês, por isto não há necessidade
alguma de adoração e não precisa pensar em si mesmo como
parte de uma coletividade. Vocês são todos indivíduos”.
Osho, The Last Testament, Vol. 3,
Número 12
“Eu tenho me
esforçado para abandonar tudo o que é externo, de maneira que
só o mais interno permaneça para você explorar.
Se não for assim, a mente humana é muito imatura... Ela começa
a se agarrar a todos os símbolos externos. Isto aconteceu com
todas as religiões no mundo.
Eu quero que meu povo compreenda isto claramente. Nem as suas
roupas, nem as suas disciplinas externas, nem qualquer coisa que
lhe tenha sido dado pela tradição e que você tenha aceitado
como crença irá ajudar.
A única coisa que pode criar uma revolução em você é ir além
da mente, no mundo da consciência. Exceto isto, nada é
religioso.
Mas para começar em um mundo que é muito obcecado pelas coisas
externas, eu tive que começar o sannyas também com coisas
externas. Mude suas roupas para laranja, use um mala e medite.
Mas, a ênfase estava sempre na meditação.
Mas eu descobri que as pessoas podem mudar suas roupas muito
facilmente, mas elas não conseguem mudar suas mentes. Elas
podem usar o mala, mas elas não conseguem se mover para dentro
de suas consciências. E porque eles estavam com roupas
laranjas, usando um mala e tendo um novo nome, elas começaram a
acreditar que elas haviam se tornado sannyasins.
O sannyas não é tão barato assim. Então, este é o tempo e
vocês estão maduros o bastante. Aquela fase inicial está
terminada.
Eu não quero que meu povo esteja perdido em coisas não-essenciais.
No começo era necessário. Agora, após anos ouvindo-me,
compreendendo-me, vocês estão numa posição de se livrarem de
todas as prisões externas. E pela primeira vez, vocês podem
ser verdadeiramente sannyasins, somente se estiverem se movendo
para dentro”.
Osho, The Last Testament, Volume
6, Número 12
“O movimento
sannyas não é meu. Ele não é de vocês.
Ele estava aqui quando eu não estava. Ele estará aqui quando
eu não estiver.
O movimento sannyas simplesmente significa o movimento de
buscadores da verdade.
Eles sempre estiveram aqui.
Sempre existiu uma fileira de buscadores da verdade. Eu chamo
isso sannyas. Isso é eterno. Isso é sanatan. Isso nada
tem a ver comigo. Milhões de pessoas contribuiram para isso. Eu
também contribuí com meu próprio compartilhar.
Ele continuará se tornando cada vez mais rico.
Quando eu tiver partido, haverá mais e mais pessoas chegando, e
fazendo com que ele fique mais rico.
Um dia eu partirei. Isto não significa que o movimento sannyas
acabará. Ele não pertence a ninguém.
Eu não posso lhe dar a verdade, mas posso lhe mostrar a lua...
Por favor, não se apegue ao meu dedo que está lhe mostrando a
lua. Este dedo desaparecerá; A lua permanecerá e a busca
continuará. Enquanto houver um simples ser humano sobre a
terra, as flores do sannyas continuarão desabrochando.
Primeiro, eu sou o único homem em toda a história que lhe deu
individualidade. Os chamados gurus estiveram fazendo exatamente
o oposto: eles estiveram tirando a sua individualidade. Todo o
esforço deles era para que você se entregasse a eles. A sua
função era apenas tocar-lhes os pés e receber as suas bênçãos.
Meu esforço é totalmente diferente. Você não consegue
receber qualquer bênção só por tocar os pés de alguém. Ao
contrário, você está tornando aquele homem mais doente e egoísta.
O ego é o câncer da sua alma. Não torne ninguém doente.
Tenha compaixão. Nunca toque os pés de ninguém...
Meu esforço é para tirar todas as tradições, ortodoxias,
superstições e crenças de sua mente de modo que você possa
alcançar um estado de não mente, o estado supremo de silêncio,
onde nem mesmo um pensamento se move. Nem mesmo uma ondulação
no lago de sua consciência.
E a coisa toda tem que ser feita por você. Eu não estou
dizendo, ‘Simplesmente siga-me, eu sou o salvador. Eu salvarei
você.’ Tudo isso é repulsivo. Ninguém pode salvá-lo, a não
ser você mesmo. E a independência espiritual é a única
independência que merece ser chamada de independência”.
Osho, Last Testament, Vol. 6. Número
14
A
Mensagem Final a respeito de Malas para a Academia de Iniciação,
em 1989.
Osho enviou uma
mensagem para a Academia de Iniciação dizendo que não havia
mais necessidade de se usar malas. O sannyas diz respeito a ir
para dentro e nada tem a ver com o exterior.
Algumas pessoas ficaram chateadas, e o assunto foi levado ao
Osho novamente. A sua resposta, passada de novo à Academia,
foi: “Se você tiver que usar o seu mala, então que seja em
casa apenas em meditação”.
Para
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Nota:
Todos os textos foram traduzidos por Sw. Bodhi Champak
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