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Conexão
Brasil
março
de 2008
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N.T.
- O texto que selecionamos para este mês é uma resposta do
Osho à pergunta do Chintan.
Esse mesmo Chintan está presente no documentário
“Morte a Maior Ficção”, o de n° 31 da série Osho Vídeos
(ver site www.oshobrasil.com.br),
onde ele dá um depoimento sobre como esta mensagem do Osho,
que traduzimos abaixo, foi recebida por ele e o que
aconteceu em sua vida a partir daí. O documentário, além
de diversas falas do Osho, aborda o "caso" do
Chintan e outros 4 "casos" inclusive o do próprio
Osho. O VCD 31/30/01 além do documentário 31-Morte a Maior
Ficção, contém o documentário 30-Meditação Dinâmica e
uma palestra do Osho, a de n° 01.
Vale
a pena ver esse vídeo-documentário, após a leitura do
texto abaixo. É surpreendente, revelador e comovente.
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Aceitação
Querido
Osho,
Você
poderia falar um pouco mais a respeito da aceitação?
“Chintan,
eu compreendo a sua pergunta.
Chintan
está à beira da morte. Os médicos lhe disseram que ele não
conseguirá sobreviver mais do que dois meses, e já se
passou quase um mês. Ele procurou por mim quando os médicos
disseram que ele tinha um câncer que não podia ser operado
e que estava crescendo rapidamente. Naturalmente, ele ficou
assustado. Um jovem que ainda não tinha visto a vida, ainda
não tinha vivido, estava apenas no meio... Naturalmente,
ele estava muito assustado.
Ele
me escreveu e eu lhe disse, ‘Não é preciso ficar
assustado. Você é afortunado por saber o momento exato em
que sua vida irá terminar. Os outros não são tão
afortunados; eles não sabem. A vida deles poderá terminar
amanhã. Você sabe exatamente que dentro de dois meses irá
morrer, por isso, viva esses dois meses tão intensamente e
tão alegremente e tão meditativamente quanto for possível.
Você não pode adiar. Os outros podem adiar porque eles não
estão conscientes de quando eles irão morrer. Você está
numa situação melhor porque você não pode adiar. Você
tem que fazer tudo agora.’
Ele
compreendeu e tem estado muito feliz, alegre, meditando, dançando
e cantando. E seus amigos têm escrito para mim. ‘Nós não
conseguimos acreditar em tanta mudança. Seus médicos estão
maravilhados; eles nunca viram alguém encarar a morte tão
belamente, com tanta leveza.’
A
pergunta dele precisava deste contexto para que vocês
entendam quando ele diz, ‘Você poderia falar um pouco
mais a respeito da aceitação?’
A
linguagem humana é muito pobre. A palavra ‘aceitação’
traz em si uma relutância oculta. Vocês podem não ter
olhado no fundo da palavra, mas quando você diz ‘aceite
isso’, existe uma relutância oculta, um tipo de
obrigatoriedade, porque não existe nada mais a ser feito.
Assim sendo, para que fazer um estardalhaço a respeito? –
aceite isso.
Esse
tipo de aceitação não é verdadeiro nem autêntico. Eu
diria, desfrute isso. A não ser que a sua aceitação seja
um desfrute, a não ser que a sua aceitação seja com sua
totalidade – sem qualquer relutância, não devido a uma
coação, não devido a uma situação particular, mas
devido à sua compreensão...
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A aceitação se torna uma bela experiência se ela for
ao mesmo tempo um desfrute. Você não está aceitando sob a
pressão das circunstâncias; você está aceitando de livre e
espontânea vontade, com alegria, com profundo sentimento de
boas-vindas.
Somente então você
compreenderá o que a aceitação pode fazer para o seu ser. Num
simples momento ela pode mudar você, transformar você de um
ser humano comum em um ser humano desperto. Mas não aceite com
relutância. Isso é enganar a si mesmo porque no fundo você não
quer aceitar. Exatamente daqui a dois meses você vai morrer? E
naturalmente, quando alguém diz, aceite isso, o que mais fazer?
Não há nada. Os médicos estão fazendo a quimioterapia –
eles estão fazendo tudo o que é possível. Mas eles sabem que
nada irá ajudar; o câncer já foi além dos limites de sua
cura.
Vendo a situação, você consegue aceitá-la, mas haverá
uma
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negatividade
dentro de você. Você está aceitando porque nada mais pode ser
feito. Se houvesse alguma possibilidade a ser tentada você não
aceitaria. Eu não posso chamar isso de aceitação autêntica.
A aceitação autêntica não tem qualquer tom negativo nela,
nenhuma relutância, nenhuma resistência, nenhuma coação. Não
é devido à pressão das coisas e das situações e de sua
impotência. Não aceite devido à sua impotência; aceite
devido à sua força.
Dois meses é muito tempo para viver. Pode-se viver tão
intensamente e totalmente em um segundo quanto vivem as pessoas
por toda uma vida. Mas a vida delas é muito delgada, esticada
ao longo de todo o tempo. Isso não significa que eles são
afortunados, porque uma vida autêntica precisa de grande
intensidade e totalidade, não uma camada delgada. Uma sobrevivência
morna não é viver. Mas se você souber que no momento seguinte
irá morrer, você abandonará tudo em que estava envolvido e a
única prioridade será conhecer a si mesmo. Pelo menos, antes
que a morte chegue, seja consciente de quem você é. Você não
tem tempo para adiar.
Aconteceu
que um homem costumava ir até o místico Eknath por muitos
anos. Ele era um devoto, mas havia dúvidas em sua mente que
continuamente o beliscavam. E porque sempre havia muitos discípulos
ele não conseguia perguntar. Assim, um dia ele foi muito cedo,
antes do sol nascer. Eknath estava vindo do rio. Ele tinha ido
tomar um banho antes de sua meditação matinal no templo. Ele
chegou até Eknath e disse, ‘Desculpe-me por perturbá-lo
nesta hora, mas eu tenho carregado uma pergunta por toda minha
vida.’ Ele era um jovem saudável e forte; ele disse, ‘Eu não
consigo dissolver, isso continua. É uma perturbação entre eu
e você.’ Eknath disse, ‘Qual é o problema?’
Ele
disse, ‘O problema é que há muitos anos eu venho aqui para vê-lo,
mas eu nunca o vi triste. Eu nunca o vi com raiva. Eu nunca o vi
com inveja; eu nunca o vi em um estado negativo da mente. Você
está sempre rindo, alegre e relaxado como se não tivesse
nenhum problema ou preocupação no mundo. Você não se afeta
nem mesmo com a morte. Você conduz isso tão facilmente. E o
problema é que uma dúvida surge em mim: você é um ator ou
realmente é iluminado? Pode-se dar um jeito de representar um
sorriso, de sempre se mostrar alegre, levar tudo facilmente e
nunca seriamente. Isso é apenas uma disciplina? Você fez um
treinamento para isso? Ou isso é algo que aconteceu a você –
é um não-fazer seu, uma compreensão natural e espontânea que
cresceu a partir de suas meditações? Esse questionamento tem
me preocupado, pois é possível um homem dar um jeito e fingir.
Você vê os atores no cinema e sabe que eles são os mais miseráveis
no mundo, mas no filme eles aparentam ser tão alegres, tão
felizes, amorosos, cheios de paz, corajosos. Se é possível
fazer isso no cinema e no teatro, então por que não seria possível
fazer na vida real? Você precisa apenas de um pequeno controle
para não demonstrar seus verdadeiros sentimentos, mas continua
representando sempre.’
Eknath
disse, ‘Espere um minuto. Antes de responder a sua pergunta,
eu não posso me esquecer de algo que eu queria lhe dizer. Há
três dias que eu venho me esquecendo, e isso é importante;
assim, primeiro eu lhe direi tal coisa e depois eu responderei a
sua perguntar. Há três ou quatro dias, aconteceu de eu olhar a
sua mão e fiquei muito assustado. O seu tempo de vida chegou ao
fim, apenas uma pequena fração permanece, de modo que você
ainda viverá no máximo sete dias. No sétimo dia, quando o sol
estiver se pondo, você morrerá. Eu estava me esquecendo disso,
que é tão importante quanto a sua pergunta. Agora nós podemos
conversar sobre a sua pergunta.’
O
homem se levantou e disse, ‘Eu não tenho pergunta alguma e não
tenho tempo para conversa. Se a morte está chegando em sete
dias, por que eu deveria me preocupar se você é verdadeiro ou
não? Isso é assunto seu; não é um problema meu.’
O
homem começou a descer as escadas. Havia muitas escadas no
templo, e Eknath ficou observando. Apenas cinco minutos atrás
ele chegou muito forte e jovial, agora ele se vai como um velho,
cambaleando, apoiando-se no corrimão, onde nunca se apoiou
antes, com medo de cair. E quando ele chegou em casa, foi direto
para a cama, embora não fosse a hora, era de manhã e ele tinha
acabado de se levantar. Ele reuniu toda a família e contou o
que Eknath lhe disse.
Era
inconcebível que Eknath mentisse; não havia sentido em mentir.
Então só havia choro e lamento, e o homem parou de comer. Para
que comer, agora que vai morrer?
Mas
uma coisa estranha começou acontecer assim que ele se conformou
com a idéia de que a morte estava chegando e que nada poderia
ser feito. ‘Por que não usar esse tempo para a meditação, a
qual eu tenho adiado por muitos anos? Eknath diz continuamente
todos os dias para meditar, para colocar energia na descoberta
de si mesmo, e eu tenho adiado isso, pois, para que ter pressa?
Eu sou jovem e essas coisas, meditação e autoconhecimento
pertencem às pessoas velhas que já não têm mais o que fazer.
De qualquer forma, eles pararam de trabalhar, se aposentaram.
Esse é o tempo certo para meditar e descobrir quem você é.
Neste exato momento você tem que descobrir muitas outras coisas
– dinheiro, poder, prestígio, respeitabilidade. Este tempo não
é para ser desperdiçado, descobrindo a si mesmo. Isso você
poderá fazer a qualquer momento, quando já não tiver mais
utilidade na vida, quando a vida rejeitá-lo com a
aposentadoria. ‘
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É estranho que em toda parte, quando as pessoas se
aposentam, seus colegas se reúnem para lhes dizer um adeus e
sempre lhes dão um relógio de bolso. Eu não posso acreditar
nisso...Qual é a idéia? Mas agora eu sei. Eles lhe dão um relógio
de bolso ‘para lembrá-lo que não resta muito tempo, para
lembrá-lo de fazer agora as coisas essenciais que você tem
adiado.’
O
homem deitou-se e, pela primeira vez, começou a observar a sua
mente. Em dois ou três dias, ficou completamente silencioso.
Todos os a familiares, parentes e amigos chegavam de longe. Eles
ficaram ainda mais perturbados. A morte estava chegando, isso já
era um choque. Mas, o que estava acontecendo com esse
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homem?
Ele não abria seus olhos; ele não comia; ele não tinha
interesse por nada. Este deveria ser um tempo para ele se
encontrar com a família, com os amigos, pois quem sabe quando
você encontrará essas pessoas de novo? Não há muita
chance.
Mas ele não estava interessado em
coisa alguma. Ele nem mesmo lhes permitiu chamar um médico.
Pelo quarto dia, eles não podiam acreditar como ele estava com
a aparência tão bela, tão cheia de graça, tão silenciosa.
Todo o seu quarto tinha quase a mesma qualidade que existia ao
redor de um homem de silêncio ou que existe num templo vivo,
onde existem não apenas estátuas, mas a presença de algum
mestre vivo.
As pessoas vinham com discursos preparados, diálogos que
é preciso dizer, pois é muito embaraçoso visitar um homem que
está para morrer. O que lhe dizer? Você não pode conversar
sobre filmes, não pode conversar sobre política, nem sobre
futebol, ou luta de box. O que existe para se falar? É muito
embaraçoso se alguém está morrendo e você tem que deixar
acontecer. Prepara-se então um diálogo para consolar, ‘Não
se preocupe, todo mundo morre. Isso não está acontecendo
apenas com você. E depois existe Deus: você foi um homem
virtuoso e o céu está totalmente garantido.’
Tem
que se preparar diálogos como este porque agora os assuntos
mundanos que as pessoas fofocam entre si não fazem sentido.
Mas, na medida em que as pessoas entravam, nem mesmo esse diálogo
era possível, pois o homem estava muito silencioso. No sétimo
dia, ele abriu os olhos e perguntou à sua família, ‘Quanto
tempo falta para o sol se pôr?’(...)
E
as pessoas diziam, ‘O sol já está quase se pondo, faltam
poucos minutos.’ E ele estava mostrando tanta graça, tanta
alegria, tanta felicidade, que a família não podia acreditar
na metamorfose que aconteceu nesses sete dias. Todos eles sabiam
que ele era um homem comum. A esposa sabia, o pai sabia, o irmão
sabia que ele nada tinha de especial, mas em sete dias ele foi
muito além deles.
Exatamente
na hora em que o sol estava se pondo, todos começaram a chorar
e se lamentar. E ele estava lhes dizendo, ‘Fiquem quietos. Não
há nada com que se preocupar.’
Naquele
momento, Eknath chegou. Toda a família tocou-lhe os pés e lhe
disseram, ‘Salve-o Você pode fazer algo?’
Eknath
disse, ‘Com a morte não existe possibilidade. Deixem-me vê-lo.’
Assim,
todos eles, respeitosamente, se afastaram e deram passagem para
o Eknath. O homem estava sentado silenciosamente com os olhos
fechados, quase parecendo uma estátua de mármore do Goutama
Buda... Apenas sete dias atrás ele era uma pessoa comum. Eknath
chamou-o pelo nome e disse, ‘Eu vim vê-lo e para lhe contar
que aquilo foi um dispositivo. Você não vai morrer. Você
ainda tem uma vida muito longa. Você viverá quase o tanto que
já viveu. Você viveu apenas metade da vida, existem muitos
anos para você viver. Esta foi uma maneira de responder à sua
pergunta.’
O
homem disse, ‘Meu Deus, eu nunca iria pensar que isto tinha
sido uma maneira de responder à minha pergunta.’
Eknath
disse, ‘Não havia outro jeito. Qualquer coisa que eu tivesse
respondido a você, as dúvidas iriam permanecer. Um homem que
consegue, por anos, fingir que é feliz, também consegue
mentir, dizendo que é iluminado. Eu queria lhe dar alguma
experiência sobre isto, de que isso não era uma representação
teatral. E esses sete dias lhe deram essa experiência. Você
recebeu a resposta ou não?’
O
homem pulou da cama e se levantou– por sete dias ele não
havia deixado a cama – tocou os pés de Eknath e disse, ‘Sua
compaixão é grande. Você mentiu apenas porque a sua compaixão
é muito grande. Mas você respondeu à minha pergunta. Agora não
existe dúvida alguma. E eu não consigo ver qualquer dúvida
possível no futuro. Eu conheci o espaço no qual você tem
vivido.’
Eknath
disse, ‘Não interessa se você vai morrer daqui a sete dias
ou daqui a setenta anos. Uma vez que você se torna consciente
de que vai morrer, não interessa quando.’
A
consciência da morte faz você viver a vida tão totalmente e tão
alegremente quanto possível. A morte não é sua inimiga. Na
verdade, ela é um convite para você viver intensamente,
totalmente, para espremer e desfrutar toda gota do sumo de cada
momento. A morte é um tremendo desafio e convite. Sem a morte não
haveria nem Goutama Buda, nem Jesus, nem Lao Tzu, nem Tilopa. Não
haveria nem Kabir, nem Raidas, nem Mansoor, nem Sarmad.
É
a morte e a consciência dela que faz você viver tão
totalmente, tão profundamente e tão conscientemente quanto
possível. Antes que a morte bata em sua porta, você deveria
ser capaz de ver a vida eterna dentro de si. Então não haveria
morte alguma; a morte é uma ficção. Ela é uma realidade
apenas para aqueles que não viveram, não viveram em sua
completude, em sua inteireza.
Para
aqueles que viveram, não existe morte.
É
apenas uma mudança – apenas uma mudança de casa. (...)
O
homem que conhece a si mesmo sabe que a morte é apenas uma
mudança de casa. Aceitação não é a palavra certa, mas não
existe outra palavra; essa é a dificuldade.
Eu
diria, Chintan, desfrute!
Faça
com que todos esses dias sejam uma celebração.
E
se você puder fazer com que todos esses dias sejam uma celebração,
irá descobrir que a morte é uma ficção. Esses dias de
celebração, meditação, silêncio, alegria e amor irão criar
em você a capacidade de morrer conscientemente. E aquele que
morre conscientemente sabe que a morte nada mais é que uma
mudança de casa. E é sempre para uma casa melhor, porque a
vida sempre caminha para cima; ela é um processo evolutivo.
(...)
Tudo
que é, é belo. E pode ser mais belo – não há limite para a
evolução. Particularmente para a consciência não há limite;
ela pode ir além mesmo de Goutama Buda, além de Bodhidharma,
além de todos as grandes pessoas despertas do passado, porque a
consciência não tem limite. Ela é tão vasta quanto é o céu,
quanto é o universo inteiro.
Chintan,
aceite com alegria, com dança e canto.
Agora, uma pequena piada para que você não saia daqui
com seriedade na face. Este templo acredita no riso e eu quero
que todo mundo que vem aqui, quando se for, vá rindo. Mesmo no
caminho, quando se lembrar, dê uma risadinha. De noite, no meio
da noite, quando se lembrar – uma boa risada.
Uma
boa risada é a maior das preces.
Um garotinho num piquenique afastou-se de sua família e
percebeu de repente que estava perdido e a noite estava
chegando. Após correr por todos os lados e gritar, num momento
ele ficou muito amedrontado e ajoelhou-se para rezar com as mãos
para o alto.
‘Querido
Senhor,’ ele disse, ‘por favor ajude-me a encontrar minha mãe
e meu pai e eu prometo que não vou mais bater em minha irmã.’
Exatamente
naquele momento, um pássaro voava sobre sua cabeça e soltou
uma titica justamente em suas mãos esticadas para o alto. O
garoto examinou aquilo, olhou para o céu e disse, ‘Senhor, não
me dê essa titica, eu realmente estou perdido.’
Todo mundo realmente está perdido. Poucos encontraram
suas casas. Mas a sua peregrinação em busca de sua casa não
deve ser séria, nem triste, nem pesada; ela deve ser cheia de
risos, canções e danças. Se você puder encontrar a sua casa
dançando e rindo, essa é a verdadeira busca. Com tristeza e
seriedade é provável que você encontre algum cemitério, não
a sua casa. Nós precisamos de pessoas que sejam buscadoras, mas
não sérias. Esse tipo de busca, com seriedade e tristeza, não
leva ninguém a lugar algum. “
OSHO – The Invitation - Cap. 18 – Pergunta 2
Tradução:
Sw. Bodhi Champak
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