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Conexão
Brasil
junho de
2006 |
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Neste mês, ao escolhermos um toque do Osho para esta
seção ocorreu algo curioso: logo após lermos uma
resposta a uma questão bem típica de quem está no
caminho do crescimento, percebemos que a resposta
seguinte era sobre o mesmo tema, só que a pergunta era
formulada sob uma ótica diferente. Achamos interessante
publicar as duas.
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“Uma pessoa realmente rebelde é aquela que não
está nem a favor nem contra a sociedade, é aquela que
vive a sua vida de acordo com seu próprio entendimento.
Se esse entendimento está contra ou a favor da
sociedade, não importa, é irrelevante. Às vezes pode
estar de acordo com a sociedade, às vezes pode não
estar, mas este não é o ponto a ser considerado. Essa
pessoa vive conforme a sua própria compreensão,
conforme sua pequena luz. E não estou dizendo que com
isso ela se torna muito egoísta. Não, essa pessoa é
humilde. Sabe que sua luz é pequena, mas essa é toda a
luz que possui. Ela não é inflexível, é muito
humilde. Diz: ‘Posso estar errada, mas, por favor,
permita-me estar errada de acordo comigo mesma.’
Esta é a única
maneira de aprender. Cometer erros é a única maneira
de aprender. Mover-se de acordo com a própria compreensão
é a única maneira de crescer e tornar-se maduro. Se
você estiver sempre procurando alguém que lhe diga o
que fazer, obedecer ou desobedecer não fará muita
diferença. Se estiver procurando por uma pessoa que lhe
diga para decidir
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The Rebel - Osho Zen Tarot
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a favor
ou contra, nunca será capaz de saber o que é a vida.
Ela tem que ser vivida e você terá que seguir a sua
pequena luz.
Não
é sempre que se tem certeza do que fazer. Se você está
muito confuso, não se sinta mal com isso. Mas encontre
uma maneira de sair da sua confusão. É muito fácil e
barato ouvir os outros porque eles podem transmitir-lhe
dogmas mortos, podem dar-lhe alguns mandamentos, faça
isto, não faça aquilo. E eles estão muito certos dos
seus mandamentos. Não é a certeza que deve ser
buscada, mas sim a compreensão. Se você buscar a
certeza, cairá em alguma armadilha. Não busque a
certeza, busque a compreensão. A certeza, qualquer um
pode dar-lhe. Mas na análise final você será um
perdedor. Perderá sua vida só para estar seguro e
certo. Mas a vida não é certa nem é segura.
Vida é insegurança. Cada momento é um mover-se
para uma insegurança cada vez maior. É um jogo. Nunca
se sabe o que vai acontecer. E é belo que não se
saiba. Se fosse previsível não valeria a pena viver.
Se tudo fosse como gostaríamos, se tivéssemos certeza
de tudo, não seríamos absolutamente homens, seríamos
máquinas. Somente para as máquinas tudo é certo e
seguro.
O homem vive
em liberdade. A liberdade necessita de insegurança e
incerteza. Um verdadeiro homem de inteligência está
sempre hesitante porque não tem nenhum dogma no qual se
apoiar. Ele tem que olhar e responder *.
Lao Tzu diz:
‘Eu hesito e ando alerta na vida porque não sei o que
vai acontecer. E não sigo nenhum princípio. Tenho que
decidir a cada momento. Nunca decido de antemão. Tenho
que decidir quando o momento chega.’
Então, é
preciso estar pronto para responder. Isto é
responsabilidade. Responsabilidade não é uma obrigação,
não é um dever – é a capacidade de responder. Um
homem que quer saber o que é a vida tem que ser
responsivo. Este homem não está existindo. Séculos de
condicionamento fizeram de você uma máquina. Você
perdeu a humanidade, trocou-a pela segurança. Você tem
segurança e conforto e tudo foi planejado pelos outros.
E eles puseram tudo no mapa, mediram tudo. E tudo
é absolutamente tolice, pois a vida não pode ser
medida, é imensurável. E nenhum mapa é possível
porque a vida é um fluxo constante. Tudo está mudando.
Nada é permanente, exceto a mudança. Heráclito diz:
‘Não se pode pisar duas vezes no mesmo rio.’
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Playfullness - Osho Zen Tarot
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E os
caminhos da vida são tortuosos. Não são como os
trilhos de uma estrada de ferro. Não, a vida não corre
em trilhos. E essa é a sua beleza, a sua glória, a sua
poesia, a sua música – é sempre uma surpresa.
Se você
estiver buscando segurança e certeza, os seus olhos se fecharão. E
cada vez vocêse surpreenderá menos, e perderá a capacidade
de se maravilhar, terá perdido a religião. Religião é a abertura
de um coração maravilhado, é a receptividade para o mistério que
nos circunda.
Não busque segurança, não busque
conselhos para viver a vida. As pessoas que me procuram e dizem,
‘Osho, como devemos viver nossas vidas?’, não estão interessadas
em saber o que é a vida. Estão interessadas em estabelecer um padrão
fixo. Estão mais interessadas em matar a vida do que em vivê-la.
Querem que uma disciplina lhes seja imposta.
Existem, é claro, padres e políticos em todo o mundo, que estão
prontos e sentados à sua espera. Procure-os e eles estarão
preparados
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para lhe impor suas disciplinas. Eles gostam do poder
advindo da imposição de suas idéias sobre os outros.
Eu não estou aqui para
isso. Estou aqui para ajudá-lo a tornar-se livre, inclusive de mim
também. Quero ajudá-lo a livrar-se de mim. Meu sannyas é uma coisa
muito paradoxal. Você se rende a mim para tornar-se livre. Eu o
aceito e o inicio no sannyas para ajudá-lo a tornar-se absolutamente
livre de todos os dogmas, de todas as escrituras, de todas as
filosofias – e eu estou incluído nisto. O sannyas é tão paradoxal
quanto a própria vida. E por isso é vivo.
Portanto, não pergunte a
ninguém como viver a vida. A vida é tão preciosa! Viva-a. Não
estou dizendo que você não cometerá erros; cometerá. Lembre-se
apenas de uma coisa: não cometa o mesmo erro duas vezes. Só isso. Se
puder encontrar um novo erro a cada dia, faça-o. Mas não repita
erros, pois isso é uma tolice. Um homem que pode encontrar novos
erros para cometer, cresce continuamente. Esta é a única maneira de
aprender, é a única maneira de chegar à própria luz interior.”
OSHO
– The Art of Dying – (extraído do Capítulo 1)
(A Arte de Morrer foi publicado no Brasil pela Editora Global.
Esgotou-se ainda na década de 80 e não foi reeditado.)
(Nota
do Tradutor: Responder a uma situação, é diferente de reagir àquela
mesma situação, segundo Osho. A resposta acontece quando estamos
presentes no aqui e agora. A resposta é limpa, espontânea, autêntica,
sincera. Ela brota de nosso ser, de nossa consciência. A reação é
a partir de nosso condicionamento, de nosso ego. Reagimos a partir do
que acumulamos no passado em forma de informações, moralismos,
preconceitos, etc.)
Copyright
© 2006 OSHO INTERNATIONAL FOUNDATION, Suiça.
Todos os direitos reservados.
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