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Conexão
Brasil agosto de
2006 |
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Neste mês, ao escolhermos um toque do Osho para esta
seção ocorreu algo curioso: logo após lermos uma
resposta a uma questão bem típica de quem está no
caminho do crescimento, percebemos que a resposta
seguinte era sobre o mesmo tema, só que a pergunta era
formulada sob uma ótica diferente. Achamos interessante
publicar as duas.
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Apenas
sente-se
“Muitas vezes você percebe que está correndo
desnecessariamente, mas como parar? Não que você não
tenha percebido que esta é uma corrida de ratos sem
significado. Você sabe. Mas, como parar? E o treinamento
para essa corrida foi muito profundo. Você se esqueceu de
como parar; suas pernas tem o hábito de correr, a mente
tem o hábito de correr. Seu treinamento é tal que você
não pode se sentar. O treinamento para se sentar
desapareceu”.
Um poeta diz:
Uma queixa
veio aos meus lábios,
Mas a quem
dizê-la, será sem sentido
Engolindo a
dor, eu continuo me movendo,
Recusando-me
a sentar, recusando a derrota.
E as pessoas
ainda pensam que se sentar é derrota. Caso elas se
sentam, elas pensam que estão derrotados, que é
escapismo, uma fuga! Caso elas apenas se sentam, milhares
de passantes as olharão com condenação. . . assim as
pessoas continuam se movimentando.
Reclamações
de que tudo é inútil vem freqüentemente à mente, mas
para quem reclamar? Quem vai entender? Aqui todo mundo é
como você. Ninguém conta para ninguém. E as pessoas
continuam se movendo, cada um escondendo sua própria
ferida.
Uma queixa veio aos meus lábios, mas a quem dizê-la,
será sem sentido.
Se
você encontrar um ‘Ashtavakra’ ou um ‘Buda’ fará
sentido dizer. Mas aqui, para quem você pode falar?
Engolindo a dor, eu continuo me movendo.
As pessoas
engolem a dor e continuam.
…recusando-me a sentar, recusando a derrota.
E isso se
tornou a idéia do ego: ‘Sentar significa estar
derrotado. . . acabado, caído, morto. Continue andando,
continue fazendo uma coisa ou outra. Continue tentando
executar alguma coisa ou outra. Senão você estará
perdido’.
E aqueles que
apenas se sentam atinge. Aqueles que param atingem.
O divino não
é alcançado correndo; parado é que se alcança.
Ashtavakra
diz, no máximo de facilidade, alcance.
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Apenas
sente-se, por algum tempo. Encontre um tempo, só para
sentar-se, e nada fazer. Os monges Zen têm uma técnica
de meditação: o Zazen. Zazen quer dizer apenas
sentar-se e nada fazer. É um método muito profundo de
meditação. Chamar isto um método nem está certo,
porque não existe método algum, somente sentar-se,
enquanto nada se faz. O Zen diz o mesmo que Ashtavakra
está dizendo: Sente-se! Sente-se durante algum tempo e
relaxe. Deixe este tumulto por um tempo. Deixe toda a
ambição por um tempo. Deixe a mente correr ao redor,
deixe-a na corrida de ratos. Simplesmente sente-se um
tempo, e mergulhe dentro de si mesmo.
Gradualmente
uma luz começará a se espalhar dentro de você. Talvez
no inicio você não a veja. É como voltar para casa
sob o sol luminoso da tarde. Inicialmente a casa parece
escura por dentro. Os olhos foram usados no sol.
Sente-se um pouquinho, e os olhos se ajustam, e o
aposento se ilumina. Muito lentamente a luz penetra
nele. É o mesmo dentro de você. Você tem estado fora,
fora por muitas vidas, daí parece que dentro está
escuro. Na primeira vez que você entrar, nada será visível.
. . nada, exceto escuridão. Não se apavore. Sente-se.
. . e deixe os olhos se ajustarem ao interior. As
pupilas desses olhos só foram usadas no sol luminoso.
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Becoming Centered
Osho Neo Tarot
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Você sempre
soube que ao sol a pupila do olho fica pequena. Se você
olhar no espelho logo depois de estar ao sol a pupila
aparecerá muito pequena, porque muita luz solar não pôde
ser trazida para dentro, ela é excessiva, desta forma
as pupilas têm contrações. Contrair é automático.
Então quando você entra na escuridão as pupilas têm
que se expandir, elas têm que aumentar. Depois de se
sentar durante algum tempo na escuridão, olhe novamente
no espelho e você verá que elas aumentaram.
Com o
terceiro olho acontece exatamente igual aos olhos
externos. Ao olhar para fora as pupilas devem ser
pequenas; e ao olhar para dentro as pupilas devem ser
grandes. Houve um antigo e longo treinamento. Para
destruir esse treinamento nenhuma prática nova é
necessária, apenas fique sentado.
As pessoas
perguntam, ‘O que nós faremos sentados? Dê-nos algum
'Ram-Ram’, algum mantra para entoarmos, nós o
repetiremos — dê-nos algo para fazer’. As pessoas
dizem, ‘Nós queremos muletas, nós queremos ajuda’.
Assim que você pratica, a escravidão começa. Apenas
sente-se!
Por
sentar-se, eu não quero dizer se sentar; você pode
permanecer de pé, também pode se deitar. Sentar-se
quer dizer nada fazer. Nas vinte e quatro horas apenas
dedique algum tempo a fazer nada. Torne-se livre da ação.
Permaneça vazio. Deixe o que está acontecendo,
acontecer. O mundo está fluindo, deixe fluir. Ele está
movendo, deixe mover. Sons vêm, deixe-os vir. Um trem
parte, um avião passa voando, o barulho existe - deixe
acontecer, você continua sentado. Não se concentre -
você apenas se senta. O Samadhi começará gradualmente
a ficar mais forte dentro de você. Você entenderá o
que Ashtavakra quer dizer - o significado de estar livre
das práticas e rituais.
Sabendo que o
que tem forma é falso, e conhecendo o sem forma como
inalterável e perpétuo. Aprendendo esta verdade não
é possível nascer no mundo novamente.
Então você
é o que o Buda chamou de ‘anagamin’ - uma pessoa que nunca retorna depois da morte. Nós
voltamos por causa de nossos desejos, por causa de
nossas políticas; nós voltamos por causa de desejos e
esperanças. Aquele que morre sabendo, ‘Eu sou o
conhecedor’, não volta novamente. Ele é libertado
desta roda inútil - de ir e vir.
Sabendo que o
que tem forma é falso, e conhecendo o sem forma como
inalterável e perpétuo. Aprendendo esta verdade não
é possível nascer no mundo novamente.
Sabendo que o que tem forma é falso... Dentro de nós o que tem forma é ilusório, e o
que não tem nenhuma forma é a verdade. Algum dia olhe
para um remoinho d’água. O que é um remoinho, a não
ser ondas surgidas na água? Quando ele fica calmo, para
onde elas foram? Não havia nenhum remoinho, era apenas
uma onda na água, uma forma que surgiu na água. Da
mesma maneira, nós somos apenas ondas do divino. Quando
a onda se for, nada é deixado para trás. Nem mesmo
cinza é deixado, nem mesmo os rastros permanecem. É
como escrever na água: desaparece enquanto você
escreve - da mesma maneira, tudo o que acontece em nossa
vida são apenas ondas.”
OSHO
– Enlightenment: The Only Revolution – Capítulo
5
Tradução: Ma Shanti Leela
Copyright
© 2006 OSHO INTERNATIONAL FOUNDATION, Suiça.
Todos os direitos reservados.
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