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Conexão
Brasil fevereiro de
2007 |
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O
"toque" que estamos publicando neste mês
foi selecionado e enviado pelo companheiro de
viagem Goloka que se encontra presentemente em Puna
prestando trabalho voluntário nas traduções do site
osho.com . Ele conseguiu "pescar" uma resposta
do Osho a um certo Champak... E tem tudo a ver...
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Quando
a alegria
acontece,
.
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simplesmente agradeça
Querido
Osho,
O ego ainda está ativo, quando eu sinto alegria e
contentamento?
Champak, quando a alegria está presente, não
existe ego. Mas quando a alegria se vai, o ego retorna;
e quando o ego retorna, ele transforma a alegria em uma
experiência. Fora isso, quando a alegria está
presente, não existe experienciador nem experiência
– não existe divisão. Não é que você sinta
alegria, você é a alegria. Quando a alegria está
presente, você não está, a alegria está, apenas a
alegria. Porém, mais ou cedo ou mais tarde...
Você ainda não é capaz de conter aquela
alegria para sempre; a janela e a porta se fecham, a
fragrância desaparece, a música vai se tornando
distante até desaparecer. O ego está de volta e diz,
‘Garoto, que bela experiência! Foi muito legal, fantástico!’
E agora, aquilo que não era uma experiência foi
reduzido a uma experiência.
Você me pergunta: O ego ainda está ativo,
quando eu sinto alegria e contentamento?
Quando você está verdadeiramente na alegria e
no contentamento, o ego não está, ele não consegue
estar, porque o contentamento não pode estar junto com
o ego – é impossível – eles não conseguem existir
juntos. Nunca se ouviu isso. A coexistência deles é
impossível. Quando a alegria e o contentamento estão
presentes, apenas Deus está.
Mas eu posso
entender a sua pergunta, Champak. A pergunta surge mais
tarde, quando o ego retorna e o momento de alegria já
desapareceu, daí ele toma posse. O ego é muito
ganancioso, ele toma posse de tudo, ele acumula tudo.
Ele reduz toda coisa viva em uma coisa morta, porque
somente coisas mortas podem ser acumuladas. Aí, ele
diz, ‘Mantenha isto como uma memória, isto foi uma
grande coisa.’ E aquilo ficou reduzido a uma memória.
E o ego ainda diz, ‘Tenha este tipo de alegria mais e
mais vezes, crie mais alegrias.’ E você sabe que você
não foi o criador dela; ela só veio quando você não
estava, ela veio sem ser solicitada, ela veio por si
mesma, ela veio inesperadamente. Você não foi o
criador da alegria, você não a fabricou, você não
colocou ela ali; ela foi algo do além que de repente
tomou posse de você, que o sacudiu, deu-lhe um banho. E
por um momento você esteve iluminado pelo sol, esqueceu
todas as suas misérias, angústias e dores. Você não
era um homem naquele momento, aquilo foi um vislumbre da
energia búdica, exatamente a experiência de um relâmpago.
Mas o ego não
pode perder a oportunidade. Uma vez que o momento tenha
passado, ele imediatamente salta, toma posse daquilo e
armazena na memória. E fica instigando você a ter mais
daquilo. Daí você fica com um problema, pois você não
sabe o que fazer para trazer aquela alegria de
novo.
Isto
acontece diariamente aqui. Quando pessoas novas chegam
até a mim e elas começam a meditar, de repente, num
dia aquilo acontece – a bênção – e elas ficam
emocionadas, ficam em êxtase. Mas o ego toma posse e
depois aquilo se torna cada vez mais difícil de
acontecer. Então, elas ficam preocupadas, ‘Aquilo
aconteceu... Por que não está acontecendo agora?’
Aconteceu
porque você não estava alerta a respeito, aconteceu
porque você não havia solicitado. Você não poderia
ter solicitado, porque você não tinha qualquer experiência
prévia. Aconteceu porque não havia nenhuma procura
daquilo, aconteceu porque você não estava buscando –
você não poderia ter buscado, pois aquilo era
desconhecido. Agora você já conhece algo a respeito, e
porque conhece, você está procurando por aquilo. E
porque você está à procura, você está presente. E a
procura do buscador persiste, permanece – o buscador
é a barreira.
Esta é toda
a mensagem de Yoka e de seu Shodoka – toda a
mensagem: a que o buscador é a barreira. Deus não pode
ser buscado; Deus vem. Você tem apenas que estar
receptivo, disponível e isto é tudo.
Quando em
meditação você sente o êxtase surgindo pela primeira
vez, não é você que está fazendo aquilo. Fique
alerta. Você não está fazendo coisa alguma. Aquilo
está acontecendo com você – é um puro presente.
Sinta-se agradecido. Não pense em termos de que você
é o fazedor, não dê um tapinha nas suas próprias
costas, não diga, ‘Olhe, eu fiz isto’. Se tiver
agido assim, você terá problemas, pois aquilo não virá
de novo. Você se tornou esperto, engenhoso e a sua inocência
se perdeu.
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Assim, sempre que acontecer belas experiências
de alegria, contentamento, amor, beatitude e benção,
lembre-se de uma coisa, você não é o manipulador
delas; elas simplesmente vêm. Sinta-se agradecido e
diga obrigado, e esqueça tudo a respeito delas. Não as
guarde em sua memória, e não fique ganancioso a
respeito delas. Se você ficar ganancioso o ego já
entrou e, por vingança, ele começa a envenená-lo de
novo.
Champak, o ego desaparece muitas vezes, na vida
comum ele também desaparece muitas vezes, mas as
pessoas não sabem como manter aqueles momentos de
pureza intactos, sem serem poluídos pelo ego, o qual
logo em seguida entra em ação; ele está de prontidão
para entrar. Isto nada tem a ver com meditação
enquanto tal. A meditação é apenas uma das maneiras
para torná-lo disponível, para ajudá-lo a se tornar
passivo, receptivo e feminino. Mas isto acontece; apenas
por ver um pássaro voando, isto pode acontecer.
O primeiro samadhi
de Ramakrishna aconteceu desse jeito. Ele tinha apenas
13 anos de idade. Ele estava voltando para casa, vindo
da fazenda,
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Playfulness -
Osho Zen Tarot
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e
passava pelo lago do vilarejo quando alguns cisnes de
repente levantaram vôo. O céu estava escuro, cheio de
nuvens carregadas. Em contraste com o fundo daquelas
nuvens escuras, os cisnes brancos reluziam como relâmpagos.
O momento era tão puro, a beleza era tão completa que
Ramakrishna curvou-se ali mesmo no chão em grande
prece. Ele foi golpeado por Deus.
Ele
permaneceu inconsciente por algumas horas. Alguém o
descobriu e as pessoas carregaram-no para casa. Aquele
foi o seu o seu primeiro samadhi. Quando ele
abriu seus olhos, depois de algumas horas, ele era um
homem totalmente diferente. Aqueles olhos não eram mais
os antigos; eles tinham um novo brilho. Seu rosto não
era mais o antigo; ele tinha uma nova glória. O garoto
estava transformado. As pessoas começaram a venerar o
garoto; elas vinham de longe, dos mais variados lugares,
apenas para ver o que tinha acontecido. Alguma coisa
divina o havia penetrado. E ele não estava fazendo
coisa alguma. Ele simplesmente estava passando pelo
lago, mas ele nunca permitia que seu ego tomasse posse
dele. Quando as pessoas perguntavam ‘O que você
fez?’ ele respondia, ‘Eu nada fiz, aconteceu.’ Ele
nunca ficou ganancioso para que aquilo acontecesse de
novo; caso contrário, ele teria perdido o ponto. E
aquilo começou a acontecer repetidas vezes; mesmo
devido a coisas pequenas aquilo começava a se
desencadear.
Você não
consegue encontrar cisnes voando no meio de nuvens
escuras todos os dias. Mas aquilo não era o ponto;
aquilo apenas desencadeou. E depois, qualquer coisa
pequena... Alguém estava sorrindo e acontecia. Uma flor
na beira do caminho, se Ramakrishna a visse, ele entrava
em êxtase e já não estava mais ali. Ou alguém dizia
alguma coisa... bastava o som. Alguém estava repetindo
um mantra... bastava o som. Ou alguém tocando uma veena...
bastava o som, e ele entrava em êxtase.
Mais tarde
isto se tornou difícil para seus discípulos; levá-lo
a qualquer lugar era um problema. Na estrada,
caminhando, de repente ele já tinha ido, ele
desaparecia. Em qualquer lugar que ele fosse, qualquer
coisa...
Na verdade,
lentamente, lentamente, tudo é divino; lentamente,
lentamente, qualquer coisa...
Isto deve
ter acontecido com Basho, o poeta e místico Zen.
O antigo lago
Um sapo
salta
Plop!
Basho deve ter entrado em um profundo êxtase –
apenas o ‘plop’, o som do sapo saltando no antigo
lago, era suficiente, mais do que suficiente, e a porta
se abria.
Ela se abre
para você também – Deus é generoso – mas você
perde o ponto, porque você o interpreta erroneamente.
Algumas vezes acontece quando você está fazendo amor,
mais freqüentemente quando você faz amor, porque esta
é a sua experiência mais profunda. Ramaskrishna deve
ter sido uma alma muito estética, caso contrário, quem
entraria em tamanho orgasmo por ver alguns cisnes voando
ao encontro das nuvens negras? Ele deve ter sido de uma
imensa sensibilidade estética. Aquilo era o suficiente
para ele entrar em estado orgástico.
Normalmente
as pessoas não são tão sensitivas; elas se tornaram
muito duras. Para conseguir sobreviver, elas tiveram que
colocar uma armadura ao seu redor, exatamente para se
protegerem; elas tinham medo de ficar vulneráveis. Mas
enquanto você está fazendo amor, você se torna vulnerável.
Naquela intimidade, o vislumbre vem; você se perde, você
está possuído por alguma energia que não é você.
Você é minúsculo, comparado com ela. A energia é
imensa, enorme.
Mas não
tome posse dela no momento seguinte; o ego é muito
astuto. Quando aquela energia vem, agradeça a Deus, e
quando ela se for, agradeça a Deus, mas não se torne
de maneira alguma um fazedor, permaneça um não-fazedor.
OSHO
– The Sun Rises in the Evening – Capítulo 10 –
pergunta n° 3
Tradução: Sw.
Bodhi Champak
Copyright
© 2006 OSHO INTERNATIONAL FOUNDATION, Suiça.
Todos os direitos reservados.
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